quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Livro ‘Noite sem fim’ de Agatha Christie é como sempre, surpreendente

quinta-feira, fevereiro 13, 2020

O livro Noite sem fim, da escritora britânica Agatha Christie, publicado pela editora Folha é surpreendente. Digo isso, pois estou acostumado a ler os livros de Agatha e geralmente acerto nos palpites de casa suspense. No entanto, nessa história, além de não ter o detetive Hercule Poirot, o final me surpreendeu e muito.
Não importa se você conhece as obras da autora, ou se é a primeira vez que irá ler, esse livro é totalmente magnífico. Tanto pela narrativa quanto a forma que a trama se desenrola.
Cássio Starling Carlos, crítico da folha, resume bem quando diz, 
“Os versos da canção que o impetuoso Mike adora ouvir sua doce Ellie entoar simbolizam o contraste insuperável entre pobreza e riqueza, felicidade e cobiça, paixão e traição que Agatha Christie espalha entre as pistas falsas desse romance publicado em 1967. Um lugar amaldiçoado, uma cigana que cospe impropérios e um grupo de personagens ambíguos e ambiciosos agregam outras sombras ao mistério de uma morte súbita. Novato ou veterano, o leitor de Christie sempre descobre que nada é o que parece. Disfarçada de autora inofensiva, a escritora primeiro cativa e, quando já é tarde demais, anuncia que nesta caixa de belos bombons alguns estão envenenados”.
Por aí você já consegue imaginar a loucura deste livro. Acontecimentos marcantes tiram o fôlego de qualquer leitor. Eu não darei spoiler, mas incentivo você a ler, pois irá se surpreender. Nem tudo é o que parece, isso você pode ter certeza. Bom, agora irei começar a ler o livro ‘Tipos Incomuns’, obra escrita por nada mais nada menos que Tom Hanks. Até a próxima.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Coringa, um filme de muita reflexão social

terça-feira, fevereiro 11, 2020
Foto: Divulgação

Coringa é um filme de drama social e psicológico sofrido pelo comediante Arthur Fleck. Desprezado por uma sociedade egoísta e hipócrita Arthur começa a se questionar sobre aspectos da vida.  Joaquin Phoenix venceu o prêmio de Melhor Ator por sua atuação em Coringa no Oscar 2020 e também merece destaque. Que papel incrível ele tem no filme. Além de ter emagrecido muito para fazer esse papel. Outra vitória do filme na noite do Oscar foi o de Melhor Trilha Original. 

Mas o ponto de reflexão do filme, no qual me chamou muita atenção foi à indagação de Coringa: ‘Sou só eu ou o mundo está ficando mais louco’?
Acredito que o mundo está ficando louco em uma sociedade mudando seus valores. Por exemplo, poucas pessoas hoje se preocupam com as outras, afinal se eu estou bem, o outro é problema dele. Estamos esquecendo-se do olhar humano, de amar o próximo, de pensar no outro, de se colocar no lugar do outro.

Por outro lado, vemos pessoas que apenas para ter admiração dos outros, isso sem dizer de fama, passa por cima como se fosse um trator. Se tiver no caminho e se houver a possibilidade de ofuscar meu destaque perante os outros, pode ter certeza vão te tirar de circulação de uma maneira ou de outra.  
O mundo continua mais louco, políticas públicas pouco debatidas, o pobre desprezado e mais pobre. Apenas com seus discursos manjados de solidariedade, o rico fica cada vez mais rico.

No entanto, se a vida não tiver fácil e a sociedade te criar um vilão, pode ter certeza que a culpa será sua, da sua família, da sua classe social. E pode ter certeza meu caro leitor ou leitora, no mundo de hoje, cada pessoa pode ter ou criar um Coringa dentro dela. O Problema será se ele despertar.

Veja o Trailer

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Filme ‘Ma’ mostra que traumas de infância podem mudar a vida das pessoas

quinta-feira, fevereiro 06, 2020
Foto: Reprodução - YouTube

Ma, um filme que me impressionou e me tirou o fôlego. Me fez repensar muito sobre a questão de Bullying e como esses acontecimentos podem traumatizar uma pessoa para o resto da vida. Bem preocupante essa questão.
Ma é um filme de suspense e terror psicológico estadunidense de 2019, dirigido por Tate Taylor, com roteiro de Scotty Landes e Taylor, e uma história de Landes.

A vencedora do Oscar® Octavia Spencer é Sue Ann, uma mulher solitária e discreta numa tranquila cidade de Ohio. Um dia, ela é abordada por Maggie, uma adolescente nova na cidade (Diana Silvers, Glass), para comprar bebidas alcoólicas para ela e seus amigos, onde Sue Ann vê a chance de ter suas próprias - mais jovens e desavisadas - amigas. 

Ela oferece aos jovens a chance de evitar beber e dirigir, ao convidá-los para conhecer o porão de sua casa. Mas há algumas regras da casa: um dos jovens tem que ficar sóbrio. Não falar palavrões. Nunca subir as escadas. E chamá-la de "Ma". Mas, à medida que a hospitalidade de Ma começa a se tornar uma obsessão, o que começou como um sonho para os adolescentes se transforma em um pesadelo aterrorizante, e o porão de Ma passa de "melhor lugar da cidade" para o "pior lugar do mundo".

Se você assistir ao filme perceberá que nem sempre é legal ir à casa de estranhos e muito menos beber sem limites, afinal, gente com problemas psicológicos é o que mais podemos encontrar nos dias atuais. Lembre-se que cada pessoa tem uma história de vida, seja ela com traumas de infância ou não. No entanto, tudo é perigoso e qualquer vacilo pode ter duras consequências. Nossos pais já diziam, ‘não converse com estranhos’ e a obediência protege. Todo cuidado é pouco, pense nisso!!!  

Veja ao Trailer

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Livro Agosto de Rubem Fonseca tem 'histórias e estórias'

segunda-feira, fevereiro 03, 2020

O livro Agosto de Rubem Fonseca, mistura ficção e história. É uma narrativa policial que traz romance, violência, escândalos políticos e a imprensa brasileira.
O livro já começa assim, no dia 1º de agosto de 1954, no Rio de Janeiro, capital da República, um empresário é assassinado e outro crime é planejado na sede do governo federal. O atentado frustrado contra o jornalista Carlos Lacerda, opositor de Getúlio Vargas, causará uma das maiores reviravoltas da história do Brasil. 

Um dos maiores sucessos de crítica de Rubem Fonseca, Agosto nos questiona: em que medida a história de uma pessoa e a história de um país se determinam, se diferenciam e se assemelham? Ao misturar com maestria história e ficção, o autor encontra a resposta: a boa literatura.

Eu particularmente gostei muito da narrativa mesmo ela dando umas quebradas na sequência da leitura. Além de resgatas o bom e velho jornalismo muitas vezes traz a questão da importância dos jornalistas serem imparciais. Ao mesmo tempo deixa uma dúvida sobre: Jornalista é realmente imparcial?  Aí já é uma longa história.

Mattos, um comissário da policia me chamou atenção pela forma de trabalhar e pelo amor a profissão. Algo raro nos dias de hoje. Quem ler a obra poderá voltar à história e tirar suas conclusões sobre o que pode ser ‘história ou estória’. Algumas pessoas se identificarão com acontecimentos, fatos possivelmente reais e outros não. A narrativa da obra é bem simples, intensa e imparcial, sem fazer críticas ao momento relatado, no entanto, faz o leitor tirar suas próprias conclusões. 

Mas, tudo que li no livro tem um pouco de verdade, principalmente quando envolve política, poder, mulher e dinheiro. Quatro coisas incrivelmente sedutoras desde que o mundo é mundo. Aos leitores dessa incrível obra contemporânea eu só posso dizer: boa leitura e viaje no tempo. Pense se acontecimentos do passado ainda acontecem nos dias atuais.  

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Resenha: A volta ao mundo em 80 dias de Júlio Verne

quarta-feira, janeiro 15, 2020

A volta ao mundo em 80 dias de Júlio Verne foi minha primeira leitura no ano de 2020. Esse livro, publicado pela editora Pricpis me fez refletir sobre o que o escritor Leandro Karnal publicou no Caderno 2, do jornal Estado de São Paulo, no dia de hoje(15). Seu artigo intitulado ‘Ler e viver’ tem uma parte muito interessante que diz, “Ler é atingir maioridade intelectual. Ler traz idéias, contesta versões, estimula autonomia. Ler retira da zona de conforto e provoca disrupturas existenciais. Ler é um passo na direção do infinito e um caminho sem volta na busca de si e de sentido. Se você quer total tranqüilidade e senso comum dominante, evite livros, fuja de bibliotecas e afaste seu filho do livro e do perigo de pensar. Ele será um adulto opaco, cinzento, acomodado, dirá coisas comuns e terminará a vida tranquilo, gravando áudios no celular esperando seu documento ser feito. É preciso ter esperança e alguma leitura”.

A volta ao mundo em 80 dias me fez viajar, ter novas idéias e entender uma narrativa de época. Estava bem empolgado, mas um tio me contou o final, pois ele tinha assistido ao filme. Fiquei bem puto com o Spoiler, mas não desisti de ler essa obra aventureira e com uma pitada de suspense. No livro, ocorre uma aposta em um clube e Mrs. Fogg aceita o desafio. Por isso ele precisa percorrer o mundo e voltar a Inglaterra em 80 dias. Não vou dar spoiler, podem ficar sossegados, mas a narrativa me prendeu do início ao fim. Também me fez contestar algumas situações que você saberá apenas depois que ler o livro, por exemplo, o amor ao próximo e atitudes dos personagens. Eu conheci o mundo nessa aventura e acredito que ao ler você também irá viajar e embarcar nessa aventura. Realmente é preciso ter esperança e alguma leitura. Então, qual livro você está lendo?

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Os livros que li em 2019

terça-feira, janeiro 07, 2020
O ano de 2019 foi uma loucura pra mim principalmente com o Jornal Massaguaçu e o site MassaguaNews. Praticamente fiquei sem postar muita coisa no blog, no entanto, não posso parar. Neste ano pretendo continuar focado com os objetivos, afinal, ler e escrever faz parte de mim.  Minha meta o ano passado foi de ler 12 livros durante o ano, mas consegui ler 15. Muitos que eu conheço leem até mais obras, mas consegui meu objetivo mesmo com meu trabalho. Vou postar os livros que li pela ordem. Alguns eu fiz resenha outros não. 

Livros de 2019: 

Número Zero – Umberto Eco (Ed. Record)

O romance que é um verdadeiro manual do mau jornalismo e dos tempos atuais Um grupo de redatores, reunido ao acaso, prepara um jornal. Não se trata de um jornal informativo; seu objetivo é chantagear, difamar, prestar serviços duvidosos a seu editor. Um redator paranóico, vagando por uma Milão alucinada (ou alucinado numa Milão normal), reconstitui cinquenta anos de história sobre um cenário diabólico, que gira em torno do cadáver putrefato de um pseudo-Mussolini. Nas sombras, a Gladio, a loja maçônica P2, o assassinato do papa João Paulo I, o golpe de Estado de Junio Valerio Borghese, a CIA, os terroristas vermelhos manobrados pelos serviços secretos, vinte anos de atentados e cortinas de fumaça ― um conjunto de fatos inexplicáveis que parecem inventados, até um documentário da BBC mostrar que são verídicos, ou que pelo menos estão sendo confessados por seus autores. Um perfeito manual do mau jornalismo que o leitor percorre sem saber se foi inventado ou simplesmente gravado ao vivo. Uma história que se passa em 1992, na qual se prefiguram tantos mistérios e tantas loucuras dos vinte anos seguintes. Uma aventura amarga e grotesca que se desenrola na Europa do fim da Segunda Guerra até os dias de hoje.

O Homem de Areia – Lars Kpler (Ed. Alfaguara)

Em uma noite extremamente fria em Estocolmo, um homem aparece sozinho e
desnorteado em uma ponte. Quando ele é encontrado, a hipotermia já toma conta de seu corpo. Ao ser levado para um hospital, descobre-se que há sete anos ele foi declarado morto.
Seu assassinato foi creditado ao serial killer Jurek Walter, que foi preso há alguns anos pelo detetive Joona Linna e sentenciado a prisão perpétua em uma ala psiquiátrica. Enquanto investiga o aparecimento desse homem e tenta entender onde ele esteve durante os últimos sete anos, evidências desconhecidas começam a aparecer e influenciar o caso que já estava arquivado.
Com capítulos curtos e ritmo alucinante, O homem de areia é um thriller envolvente sobre os limites da maldade.

"Um dos thrillers mais emocionantes dos últimos tempos." – Sunday Times


A pequena caixa de Gwendy – Stephen king e Richard Chizmar (Ed. Summa)

Viaje de volta a Castle Rock nesta história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor premiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A zona morta, e deu origem à série de TV da Hulu.
Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco.
Certo dia, um estranho a chama do alto: "Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu". Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado.
Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.

Ritmo Louco – Zadie Smith (Ed. Companhia das Letras)

Duas garotas de ascendência negra sonham em ser dançarinas ― mas apenas
uma delas, Tracey, tem talento. A outra, a narradora, tem ideias: sobre ritmo e identidade, sobre música e raça, sobre o que torna uma pessoa verdadeiramente livre. É uma amizade próxima, mas complicada, que termina abruptamente por volta dos vinte e poucos anos, para nunca mais ser revisitada, mas também nunca esquecida.
Ritmo louco começa com a narradora voltando a Londres após ser demitida de seu emprego como assistente pessoal de uma cantora pop mundialmente famosa. Ao perambular pela cidade, a história do passado vai sendo revelada ― e Tracey tem papel fundamental nela. Alternando entre estes dois tempos, o do presente e os anos 1980 e 1990, Zadie Smith cria um brilhante romance de formação que coloca em movimento reflexões profundas e atuais sobre cor, raça, gênero e, sobretudo, pertencimento.


Sherlock Holmes: Um estudo em vermelho – Arthur Conan Doyle (Ed. Princips)

Sherlock Holmes é um detetive britânico enigmático e pedante do final do século XIX e início do século XX. Ele utiliza a metodologia científica e a lógica dedutiva para solucionar seus casos e conta com a ajuda de seu fiel amigo e parceiro Dr. Watson. 

Em Um estudo em vermelho Holmes é chamado para solucionar o caso de um homem que foi encontrado morto, com uma expressão de terror, mas que não apresenta ferimentos, apenas manchas de sangue pelo corpo. Uma amizade improvável. Um crime aparentemente sem pistas. Tudo começa em Um Estudo em Vermelho...




Sherlock Holmes: O signo dos quatro – Arthur Conan Doyle (Ed. Princips)

Sherlock Holmes é um detetive britânico enigmático e pedante do final do século
XIX e início do século XX. 
Ele utiliza a metodologia científica e a lógica dedutiva para solucionar seus casos e conta com a ajuda de seu fiel amigo e parceiro Dr. Watson. 

Em O signo dos quatro Holmes é procurado por Mary Morstan para descobrir o que aconteceu com seu pai que morreu há dez anos. Um romance... 

Sim! Um romance entre o observador dr. Watson e o brilhante detetive Sherlock Holmes.



Diário do Oriente – Simone Bica (Ed. Autografia)



Esta obra fala de fatos verídicos vivenciados diariamente em um continente cheio de conflitos e guerra mas que com bons relacionamentos políticos, conserva alguns país em estado Pacífico.


Nos faz entender o que é ser árabe, ser mulçumano ser humano na riqueza da palavra humano recebendo todos com hospitalidade amor, carinho afeto e nos permitindo fazer parte e me arrisco a dizer fazer nos sentirmos árabe de coração.



Assassinato no Expresso Oriente – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Uma gélida noite de inverno. Logo depois da meia-noite, um banco de neve
obriga o luxuoso Expresso Oriente a interromper sua viagem de Istambul a Paris e a ficar parado no meio do nada. O trem está surpreendentemente lotado para essa época do ano. 

Ao amanhecer, um ricaço americano é encontrado morto em sua cabine com várias facadas no peito. Coincidentemente, Hercule Poirot é um dos viajantes e conduzirá uma de suas mais difíceis investigações nos vagões isolados no meio da neve...No mundo todo, Assassinato no Expresso Oriente é uma das histórias mais conhecidas e amadas de Agatha Christie, a Rainha do Crime – agora em nova adaptação em quadrinhos, para deleite de fãs de todas as idades.

Cai o Pano – O último caso de Poirot – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

A convite de Poirot, o capitão Hastings retorna ao local da primeira investigação de ambos: a mansão Styles. O tempo passou: o detetive belga envelheceu e está em uma cadeira de rodas; já a antiga mansão foi reduzida a uma mera hospedaria. A visita, porém, se revela mais que um reencontro entre velhos amigos. O instinto de Poirot, ainda afiado, lhe diz que entre os hóspedes há um assassino. E ele precisa que Hastings o ajude a identificá-lo antes que haja mais uma vítima – e antes que seu tempo acabe. Escrito na década de 40, mas mantido em um cofre até sua publicação em 1975 (um ano antes da morte de Christie), Cai o pano é a última investigação de Hercule Poirot. Neste romance, considerado um de seus melhores, a Rainha do Crime concebe uma arrebatadora despedida ao seu maior e mais querido personagem.

O misterioso caso de Styles – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Quatro anos após Agatha Christie escrever O misterioso caso de Styles, seu
primeiro livro, e após a recusa de vários editores, John Lane decide publicar seu livro, mas com uma ressalva: que ela reescrevesse o capítulo onde toda trama é revelada por Poirot. No original a revelação se dá num tribunal, e na alteração solicitada por Lane, a
 revelação é feita na sala de estar da propriedade de Styles Court. Sem saber John Lane fundava aí um dos maiores lugares-comuns do romance policial. A engenhosidade e astúcia de Agatha Christie são assombrosas, com uma narrativa fluída e envolvente ela apresenta uma história instigante: a partir da morte da matriarca de Styles Court se desenrola uma complexa trama, suicídio ou envenenamento? Quem teria interesse em assassinar Mrs. Emily Inglethorp? Como juntar este desconexo quebra cabeças de provas e evidências? Através da narrativa de Mr Hastings, vamos nos aproximando das personagens desta misteriosa intriga: o estranho Alfred Inglethorp esposo de Mrs. Inglethorp e principal suspeito do crime, John e Laurence Cavendish, filhos de Mrs. Inglethorp, Mary Cavendish esposa de John, Evelyn Howard, governanta da casa, e Cynthia Murdoch, protegida de Mrs. Inglethorp, são os moradores da casa e cada um deles tem algo a esconder. O Misterioso Caso de Styles é o primeiro livro de Agatha Christie e com ele a autora mostra por que é uma das grandes mestres do romance policial do século XX.

O que eu aprendi com Hamelet – Leandro Karnal (Ed. Leya)

Cada capítulo de O que aprendi com Hamlet descreve um ato da tragédia e, como esta, lança um olhar original sobre a espécie humana e a sociedade – daquele tempo e de hoje: o mundo de Shakespeare e dos autores e leitores, a dificuldade em se diluir no mundo, as duplicidades afetivas (“eu te amo e te odeio”), os impulsos e as violências, o sentido e a consciência de vida (ser ou não ser?), as tramas do poder e as contradições de todos nós – heróis com traços de vilania.  

E, como última lição, reelabora nossos mundos e nossas concepções sobre o que somos, o que não devemos ser e aquilo a que aspiramos ser.



O assassinato de Roger Ackroyd – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Uma misteriosa sequência de três crimes. Uma velha senhora desconfiada. Um
famoso detetive belga de férias, procurando alguma emoção. Este é o ponto de partida de O assassinato de Roger Ackroyd, um dos mais famosos romances policiais de Agatha Christie, em que está presente seu estilo inconfundível de promover uma verdadeira ciranda de suspeitos, em que o leitor é envolvido e para a qual ele é convidado a usar toda a sua inteligência e perspicácia. Em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana – objeto raro de sua coleção particular – no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. A morte do fidalgo industrial é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes iniciada a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio. Os três crimes em série chamam a atenção da velha Caroline Sheppard, irmã do Dr. Sheppard, médico da cidade e narrador da história. Suspeitando de que haja uma relação entre as mortes, dada a proximidade de Miss Ferrars com o também viúvo Roger Ackroyd, Caroline pede a ajuda do então aposentado detetive belga Hercule Poirot, que passava suas merecidas férias na vila. Ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e uma carta reveladora deixada por Miss Ferrars compõe o cenário desta surpreendente trama, cujo transcorrer elenca novos suspeitos a todo instante, exigindo a habitual perspicácia do detetive Poirot em seu retorno ao mundo das investigações. 

Morte no Nilo – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Bela, rica e inteligente, a jovem herdeira Linnet Ridgeway parece conseguir tudo o que quer. No entanto, quando rouba o noivo de sua melhor amiga e se casa com ele sem pensar duas vezes, talvez Linnet esteja indo longe demais... 

Em sua viagem de lua de mel num cruzeiro pelo rio Nilo, no Egito, o casal apaixonado se depara com uma série de antagonistas interessados em sua fortuna e em provocar sua infelicidade. 
Então Linnet é encontrada morta, com um tiro na cabeça. O detetive Hercule Poirot, que por acaso também estava no navio, entra em ação para tentar montar mais esse quebra-cabeça.

O que aprendi sendo xingado na internet – Leonardo Sakamoto (Ed. Leya)

Um manifesto contra o ódio e a favor da tolerância na internet. Um dos
blogueiros mais conhecidos da atualidade, Leonardo Sakamoto divide opiniões sempre apaixonadas. Possui uma legião de seguidores que diariamente acessa seu blog, hospedado no portal UOL, e compartilha seus textos, ao mesmo tempo em que cultivou um sem número de detratores que, com o acirramento das disputas políticas entre direita e esquerda, dedicam-se a xingá-lo, espezinhá-lo e, em casos extremos, ameaçá-lo. O que eu aprendi sendo xingado na internet nasceu da reflexão do autor sobre a facilidade com que se disseminam ódio e boatos na internet. Escrevendo com conhecimento de causa, Sakamoto produz um manifesto a favor da liberdade de opinião e expressão na rede, e disseca os mecanismos que permitem que informações incorretas se espalhem, causando danos irreparáveis. Sobre o autor: Leonardo Sakamoto é paulistano. Jornalista e doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo, cobriu conflitos no Timor Leste, em Angola e no Paquistão e o desrespeito aos direitos humanos no Brasil. Foi professor de jornalismo na ECA-USP (entre 2000 e 2002) e na PUC-SP (desde 2011). É diretor da ONG Repórter Brasil e conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão.

Um corpo na biblioteca – Agatha Cristie (Ed. Folha)

O corpo de uma jovem é encontrado no tapete da biblioteca dos Bantry, às sete da manhã. 

A vítima é uma completa desconhecida e o casal Bantry decide chamar as autoridades para investigar o caso — e também, é claro, Miss Marple, detetive amadora e amiga da sra. Bantry.

Tudo se complica ainda mais quando chega até eles a notícia de outra adolescente morta, carbonizada dentro de um carro incendiado em uma pedreira. Qual será a possível conexão entre os dois incidentes?



Essa foi minha lista, espero que tenham gostado. O que vocês leram no ano passado?


segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A inteligência ficou cega

segunda-feira, setembro 02, 2019

Nos dias atuais somos bombardeados com tantas informações. Não importa se são sensacionalistas ou não. Está tudo em nossas mãos, seja pelo tablet, notebook ou smartphone.  Muitas vezes nos deparamos com notícias onde parece que o que era errado ficou certo e o que era certo ficou errado. Parece que certos valores se perderam. Já teve essa sensação? 

São tantos comunicadores com famosa liberdade a liberdade de expressão. Usam as redes sociais e os novos meios digitais para reproduzir opiniões embasadas ou não, com responsabilidade ou não, mas estão por aí curtindo e compartilhando. No entanto, é nítido ver como algumas pessoas ainda reproduzem ou analisam de forma tão superficial temas que poderiam ser discutidas de uma maneira mais aprofundada. 

Por isso, em uma era onde a inteligência ficou cega, o bom jornalismo deverá prevalecer. Sonho ou realidade? Somente o tempo dirá, mas o bom jornalista precisa continuar seu legado com boas leituras, formando opiniões e gerando o livre debate em uma sociedade democrática. Uma livraria ou uma biblioteca são lugares onde estão as mais diversas opiniões e todas se respeitam. 

Não existe uma sociedade civilizada sem jornalismo independente e de qualidade. O jornalismo ‘espreme sai sangue’ já deu. Jornalista não é linha de produção, dá trabalho escrever bons textos, principalmente os reflexivos. Ser jornalista não é uma tarefa muito fácil. Por mais que a tecnologia tenha facilitado a vida, pensar ainda continua sendo algo que apenas os seres humanos com um certo grau de estudo e leitura podem fazer.   

Caso contrário, se continuar essa febre de curtidas, compartilhamentos e superficialidade, em um futuro próximo, teremos uma sociedade onde pensar será algo de outro mundo, afinal, a inteligência está ficando cada vez mais cega.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Batman precisa salvar Gotham City

terça-feira, agosto 27, 2019

Ilustração: Luck Murídeo
O Brasil anda sendo capa de diversos jornais nacionais e internacionais. Para muitos o país já pode ser considerado como Gotham City. Isso mesmo, um país corrupto e com alto índice de criminalidade, principalmente quando o assunto é meio ambiente.
Segundo divulgado pelo site Info Escola, a Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo. Ocupa cerca de 600 milhões de hectares, cobrindo nove países, sendo mais da metade no território brasileiro. Em território nacional constitui a Amazônia Legal, que inclui os estados do Pará, Amazonas, Roraima, Amapá, Rondônia, Acre e parte dos estados do Maranhão, Mato Grosso e Tocantins. 

No entanto, ela está morrendo. A Amazônia pega fogo com diversos pontos de queimadas, mas infelizmente, nosso Coringa, amado e aclamado por muitos de Gotham City, por ser considerado o mito, o salvador, continua com suas insanidades declaradas nas redes sociais. Faz piadas com assuntos sérios, quer atenção de todos e não consegue mandar nem na própria casa. 

Uma fonte importante de oxigênio e biodiversidades, a floresta Amazônica é destruída. O Batman precisa fazer alguma coisa contra esse vilão, o Coringa. Gotham City é desmoralizada após 8 meses de governo. O Coringa está perdido, um ser que não sabe ser mocinho, afinal, ele sempre foi vilão.
O que vamos fazer? Chamar o Batman, Lanterna Verde ou a Liga da Justiça? Não sei dizer, mas Gotham City precisa ser salva das mãos do Coringa. O importante é ter esperança. 

Charleco
Semioticamente Falando