segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A inteligência ficou cega

segunda-feira, setembro 02, 2019

Nos dias atuais somos bombardeados com tantas informações. Não importa se são sensacionalistas ou não. Está tudo em nossas mãos, seja pelo tablet, notebook ou smartphone.  Muitas vezes nos deparamos com notícias onde parece que o que era errado ficou certo e o que era certo ficou errado. Parece que certos valores se perderam. Já teve essa sensação? 

São tantos comunicadores com famosa liberdade a liberdade de expressão. Usam as redes sociais e os novos meios digitais para reproduzir opiniões embasadas ou não, com responsabilidade ou não, mas estão por aí curtindo e compartilhando. No entanto, é nítido ver como algumas pessoas ainda reproduzem ou analisam de forma tão superficial temas que poderiam ser discutidas de uma maneira mais aprofundada. 

Por isso, em uma era onde a inteligência ficou cega, o bom jornalismo deverá prevalecer. Sonho ou realidade? Somente o tempo dirá, mas o bom jornalista precisa continuar seu legado com boas leituras, formando opiniões e gerando o livre debate em uma sociedade democrática. Uma livraria ou uma biblioteca são lugares onde estão as mais diversas opiniões e todas se respeitam. 

Não existe uma sociedade civilizada sem jornalismo independente e de qualidade. O jornalismo ‘espreme sai sangue’ já deu. Jornalista não é linha de produção, dá trabalho escrever bons textos, principalmente os reflexivos. Ser jornalista não é uma tarefa muito fácil. Por mais que a tecnologia tenha facilitado a vida, pensar ainda continua sendo algo que apenas os seres humanos com um certo grau de estudo e leitura podem fazer.   

Caso contrário, se continuar essa febre de curtidas, compartilhamentos e superficialidade, em um futuro próximo, teremos uma sociedade onde pensar será algo de outro mundo, afinal, a inteligência está ficando cada vez mais cega.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Batman precisa salvar Gotham City

terça-feira, agosto 27, 2019

Ilustração: Luck Murídeo
O Brasil anda sendo capa de diversos jornais nacionais e internacionais. Para muitos o país já pode ser considerado como Gotham City. Isso mesmo, um país corrupto e com alto índice de criminalidade, principalmente quando o assunto é meio ambiente.
Segundo divulgado pelo site Info Escola, a Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo. Ocupa cerca de 600 milhões de hectares, cobrindo nove países, sendo mais da metade no território brasileiro. Em território nacional constitui a Amazônia Legal, que inclui os estados do Pará, Amazonas, Roraima, Amapá, Rondônia, Acre e parte dos estados do Maranhão, Mato Grosso e Tocantins. 

No entanto, ela está morrendo. A Amazônia pega fogo com diversos pontos de queimadas, mas infelizmente, nosso Coringa, amado e aclamado por muitos de Gotham City, por ser considerado o mito, o salvador, continua com suas insanidades declaradas nas redes sociais. Faz piadas com assuntos sérios, quer atenção de todos e não consegue mandar nem na própria casa. 

Uma fonte importante de oxigênio e biodiversidades, a floresta Amazônica é destruída. O Batman precisa fazer alguma coisa contra esse vilão, o Coringa. Gotham City é desmoralizada após 8 meses de governo. O Coringa está perdido, um ser que não sabe ser mocinho, afinal, ele sempre foi vilão.
O que vamos fazer? Chamar o Batman, Lanterna Verde ou a Liga da Justiça? Não sei dizer, mas Gotham City precisa ser salva das mãos do Coringa. O importante é ter esperança. 

Charleco
Semioticamente Falando

terça-feira, 4 de junho de 2019

‘Legalize já – Amizade nunca Morre’ retrata família, amizade, sonhos e preconceitos típicos da sociedade brasileira

terça-feira, junho 04, 2019
Foto: Facebook/PlanetHemp-Divulgação

‘Legalize já – Amizade nunca Morre’ e a vida em preto e branco


‘Legalize já – Amizade nunca Morre' estreou ontem no canal Telecine Premium. Mostrou com todos os detalhes o potencial e crescimento do cinema nacional, usando cores dessaturadas, uma bela fotografia, atores e roteiro. O longa metragem conta a história de como foi formada a banda Planet Hemp e a amizade de Skunk e Marcelo D2.
O filme mostra um mundo sem cores, rodeados de preconceitos raciais, econômicos entre outros fatores importantes da sociedade brasileira, a Aids. Algo que me chamou atenção, além da fotografia do filme, foram outros temas abordados, como aborto, família, e a valorização de uma amizade.  

Além disso, o longa retrata a vida de Skunk e Marcelo, rodeadas de pessoas preconceituosas, onde a opressão para quem fosse de baixa renda fica bem clara. No entanto, após Skunk conhecer Marcelo e nascer a amizade, o amigo mostrou para D2 que através da música eles poderiam dar voz e serem porta-vozes da sociedade oprimida que ambos viviam. 

Um sonho que se tornou realidade para a dupla. Somente quem assistir entenderá quão inteligente e intrigante é o filme. Não seja preconceituoso e rotule filme antes de ver como “de maconheiro”, “só vai falar de drogas” e assim por diante. O filme retrata até mesmo esse seu preconceito. Assista e veja temas do passado sendo debatidos hoje em dia. E meu caro leitor, se você tem um sonho, corre atrás que um dia você conquista!! ‘Legalize já – Amizade nunca Morre’ e nossos sonhos também não. Mais que merecido todas as indicações!!

Sinopse

Skunk (Ícaro Silva) é um jovem músico, revoltado com a opressão e o preconceito diários sofrido pelas comunidades de baixa renda, que busca expor sua insatisfação através da música. Um dia, ao fugir da polícia, ele literalmente esbarra em Marcelo (Renato Góes), um vendedor de camisas de bandas de heavy metal. O gosto pelo mesmo estilo musical os aproxima, assim como a habilidade de Marcelo em compor letras de forte cunho social e questionador. Impulsionado por Skunk, ele adentra o universo da música e, juntos, formam a banda Planet Hemp.


                                                        
                                                     Trailer



terça-feira, 28 de maio de 2019

Sherlock Holmes: O Signo dos Quatro

terça-feira, maio 28, 2019
Foto: JC Curtis

O Signo dos Quatro é o segundo livro do Sir Arthur Conan Doyle, publicado pela Principis, selo da Editora Ciranda Cultural.
No início da história é possível notar os métodos estranhos de Sherlock em suas pesquisas e combate a uma possível depressão por não ter nenhum caso para investigar. Ele faz uso de cocaína para não cair no tédio.
Nesta obra, Holmes é procurado por Mary Morstan para descobrir o que aconteceu com seu pai que morreu há dez anos. Mary procurou Sherlock Holmes e deu mais detalhes sobre como tudo começou:
“No dia 4 de maio de 1882, um anúncio apareceu no Times, pedindo o endereço da srta. Mary Morstan e declarando que seria do interesse dela. Não havia nome ou endereço indicado. Na época, eu tinha acabado de entrar na família da sra. Cecil Forrester, na função de governanta. Seguindo seu conselho, publiquei meu endereço na coluna de anúncios.  No mesmo dia, chegou pelo correio uma pequena caixa de papelão endereçada a mim, na qual descobriu conter uma pérola muito grande e lustrosa. Nenhuma palavra foi adicionada. Desde então, todos os anos, por volta da mesma data, sempre aparecia uma caixa similar, contendo uma pérola similar, sem nenhuma pista do remetente. Um especialista declarou que se tratava de uma variedade de valor considerável. Vejam por si mesmos que são muito bonitas – ela abriu a caixa achatada ao falar, e me mostrou seis pérolas mais pelas que já vi”. – Pág. 21.
Nem preciso falar nada, Dr. Watson e Sherlock Holmes fazem uma dupla incrível e já começou com suas perguntas, analises e deduções.  A partir daí a trama começa e não faz você parar de ler. Com um final surpreendente, Sherlock Holmes: O Signo dos Quatro traz muita emoção, dedução e suspense. Para os amantes de um clássico policial, essa é uma boa dica.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Diário do Oriente, um livro com muitas curiosidades

terça-feira, maio 21, 2019

Diário do Oriente – percurso de uma alma beduína, da escritora Simone Bica é um livro muito interessante e cheio de curiosidades, publicado pela editora Autografia.
Um livro gostoso de ler e que me fez viajar enquanto lia. Uma obra com poucas páginas, apenas 116, mas muito rico em questões culturais do Oriente médio. Como diz a própria autora, ‘Que possamos sempre nos permitir voar e chegar aonde nossa alma verdadeiramente quer estar e encontrar-se em paz’. Realmente esta é a sensação que senti ao ler o livro.

Algumas questões eu não conhecia e descobri como é o churrasco na Jordânia e até como é realizado o preparo das carnes, rs, totalmente diferente do churrasco que estamos acostumados no Brasil. Fatores do tipo; um casal se divorciou e nesse relacionamento tiveram um filho do sexo masculino, a criança vai morar com o pai até ter a maior idade e escolher com quem ficar. No caso de ser filha, ela pode ficar com a mãe. Também é relatado no livro como o país é muito, mas muito religioso.
Outro detalhe interessante é com relação as mulheres pintarem as unhas. Elas só fazem isso quando estão menstruadas, período que não fazem suas orações.

Ah, não poderia esquecer de falar também sobre o papel higiênico que estamos acostumados a usar no Brasil, lá até tem, mas muitos usam guardanapo, o mesmo que usam para limpar a boca eles compram e colocam no banheiro. A obra em certo momento, também tem o código QR que te leva para alguns vídeos bem legais e interessantes também.
Enfim, para quem gosta de boas histórias repleta de curiosidades sobre o oriente médio, o livro é uma boa. Para quem for ler, espero que goste e tenha a mesma viagem que eu tive sem sair de casa.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Sherlock Holmes: Um Estudo em Vermelho é uma história que te prende do início ao fim

quinta-feira, maio 09, 2019

Sherlock Holmes conhece dr. Watson

Sherlock Holmes: Um estudo em vermelho foi o primeiro dos quatro livros que li do autor Arthur Conan Doyle, pela Principis, selo da editora Ciranda Cultural. O segundo é o Signo dos Quatro, o terceiro - O Cão de Baskerville e o quarto livro - O Vale do Medo.  
Neste primeiro livro que li, Um Estudo em Vermelho, Sherlock Holmes é chamado para solucionar um caso de um homem que foi encontrado morto, mas que não apresenta ferimentos, apenas manchas de sangue.

Enfim, nem preciso falar nada sobre o livro, a história é muito interessante. Fiquei surpreso, pois o livro inédito foi escrito em 1887, em um revista. Nesta ficção, por mais que pareça real, Holmes é conhecido por solucionar mistérios que outros detetives não conseguem entender, pois ele utiliza a metodologia científica e a lógica dedutiva para solucionar os casos. Também neste livro é onde ele conhece seu fiel amigo e parceiro dr. Watson.
A obra é de fácil leitura e uma boa dica para quem gosta de livros policiais. Leve e com uma narrativa incrível, Um estudo em Vermelho me surpreendeu, no entanto que o li em 3 dias, e não em 7 como geralmente ocorre.
É um livro que te envolve do começo ao fim sem dar tempo de você parar para respirar, os detalhes fazem toda a diferença e faz você estar dentro da história. Assim como Holmes, você vive o caso e aprende a cada vez mais a valorizar que observar as coisas faz toda a diferença. Como eu diria aos meus amigos de faculdade, Semioticamente falando, você precisa apenas estar atento aos detalhes. Na próxima semana tenho mais detalhes do outro livro, porque eu preciso correr, o detetive já está resolvendo o caso Signo dos Quatro e eu quero saber o final!!

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Ritmo Louco é uma reflexão sobre o mundo, preconceito e a amizade

segunda-feira, maio 06, 2019

Ritmo louco, livro da escritora Zadie Smith
Ritmo louco é o primeiro livro que li da escritora Zadie Smith, lançado no ano de 2018 pela Companhia das Letras e gostei muito da obra.
A narrativa detalhada é da ex-assistente de uma famosa cantora pop, cujo nome nunca é citado, no entanto, ela começa a citar entre passado e presente como tudo aconteceu. Além disso, resgata sua história e sua amiga de infância, Tracey, que teve um futuro um pouco diferente do imaginado.

Filhas da mistura de negros e brancos, ambas moram em um bairro periférico de Londres, onde em um projeto social realizam aulas de dança.
A narradora tem uma família bem estruturada. Sua mãe é muito politizada, leitora de Trótysk, Karl Marx, entre outros pensadores contemporâneos. Já sua amiga Tracey cresce em um lar totalmente diferente, que apesar do seu talento, sua vida toma um caminho bem diferente.

Dentro da narrativa, cheia de ricos detalhes sobre consumismo, sermos livres e o que realmente importa na vida. Por exemplo, algo marcante para narradora foi lembrar que na infância, Tracey tinha uma cama cor de rosa com formato de uma carro esportivo da Barbie, parecia que o papai Noel tinha esvaziado seu trenó no meio do quarto. Será que darmos tudo aos filhos por melhor que seja nossa intenção irá ensiná-lo sobre como encarar a vida? 

Com famílias e criações diferentes, é nítido notar a diferença entre o que realmente é viver.
Gostei muito da história, da questão humanitária na África e de tudo que aconteceu no livro. Indico para quem quer ler um livro que traz uma reflexão sobre mundo, preconceito, amizade e família. Boa leitura e até a próxima. 


Sinopse: 

Duas garotas de ascendência negra sonham em ser dançarinas — mas apenas uma delas, Tracey, tem talento. A outra, a narradora, tem ideias: sobre ritmo e identidade, sobre música e raça, sobre o que torna uma pessoa verdadeiramente livre. É uma amizade próxima, mas complicada, que termina abruptamente por volta dos vinte e poucos anos, para nunca mais ser revisitada, mas também nunca esquecida. 


Ritmo louco começa com a narradora voltando a Londres após ser demitida de seu emprego como assistente pessoal de uma cantora pop mundialmente famosa. Ao perambular pela cidade, a história do passado vai sendo revelada — e Tracey tem papel fundamental nela. Alternando entre estes dois tempos, o do presente e os anos 1980 e 1990, Zadie Smith cria um brilhante romance de formação que coloca em movimento reflexões profundas e atuais sobre cor, raça, gênero e, sobretudo, pertencimento. 

Livro: 

Título original: SWING TIME
Tradução: Daniel Galera
Capa: Carlos di Celio
Páginas: 528
Formato: 14.00 X 21.00 cm
Autor: Zadie Smith
Peso: 0.652 kg
Acabamento: Brochura com Orelha
Lançamento: 26/10/2018

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

A Pequena Caixa de Gwendy, de Stphen King e Richard Chizmar

terça-feira, fevereiro 26, 2019

A Pequena Caixa de Gwendy, da Editora Suma é uma parceria entre Stephen King e Richard Chizmar, feita no ano passado. Eu recebi o livro esse ano. O livro é de capa dura e muito bem ilustrada. A Obra tem 168 páginas, com capítulos curtos e com uma leitura bem fácil. Eu nunca tinha lido uma obra de Richard Chizmar, mas achei bem interessante. É claro que esse livro não se compara as outras obras de King, afinal, encontramos nos livros de Stephen cenas pesadas, histórias bem fortes e marcantes. O que você faria se tivesse certo tipo de poder em suas mãos? A história se passa na cidade de Castle Rock, quando Gwendy Peterson de apenas 12 anos encontra um homem vestido todo de preto e com um chapéu na cabeça, próximo da Escadaria Suicida, no topo do monte.
O homem se chama Richard Farris e dá a Gwendy uma caixa de botões da qual saem pequenos chocolates em formato de animais, moedas de prata antigas, além de coisas que ela desejar.  Aí eu me lembrei do que meus pais diziam, nunca fale com estranhos. Cena descrita no livro também. Algo que me chamou atenção no livro foi o diálogo do Sr Farris com Gwendy, onde ele diz, “querer saber e fazer coisas é o que move a raça humana. Exploração: doença e a cura ao mesmo tempo”. Algo a se pensar não é mesmo?
A única coisa que você não pode esquecer é: qual botão você irá apertar? Quais são os desejos de Gwendy? Nessa obra há um suspense com muita reflexão. Até questões de bullying são tratados no livro; é só você ficar atento a cada detalhe e uma ótima leitura!!!

Sinopse

Viaje de volta a Castle Rock nesta história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor premiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A zona morta, e deu origem à série de TV da Hulu.
Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco. 
Certo dia, um estranho a chama do alto: “Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu”. Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado. 
Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.