terça-feira, 24 de maio de 2016

69º Festival de Cannes premia Produções brasileiras

Divulgação
Mesmo sem levar o principal prêmio do 69º Festival de Cannes deste ano, o cinema nacional tem muito o que comemorar. Na disputa pela Palma de Ouro entre os longas-metragens, "Aquarius", de Kleber Mendonça Filho, não ganhou, mas recebeu críticas positivas da imprensa especializada internacional.
Para o jornal britânico The Guardian, o filme é uma "rica e misteriosa história brasileira sobre desintegração social". O português Público definiu o longa como “um filme sensualíssimo, sereno e sinistro sobre a memória ameaçada”. Já para a revista especializada Variety, “Aquarius é um estudo de personagem, bem como uma meditação perspicaz sobre a transitoriedade desnecessária de um local e como o espaço físico define nossa identidade”. A Palma de Ouro ficou com o drama britânico "I, Daniel Blake", de Ken Loach. 
Contudo, em outras categorias, o cinema brasileiro foi premiado. Neste domingo (22), na competição oficial de curtas-metragens, "A moça que dançou com o diabo", de João Paulo Miranda Maria, ganhou menção especial do júri oficial. Na véspera, o documentário "Cinema novo", de Eryk Rocha, exibido na mostra Cannes Classics, recebeu o prêmio L'Oeil D'Or (Olho de ouro).
O filme traz cenas e depoimentos de nomes do Cinema Novo, como Cacá Diegues, Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra, Joaquim Pedro de Andrade e Glauber Rocha, pai do diretor. 
"No filme, vemos eclodir a poesia, a contundência e a lucidez do Cinema Novo em seu tempo. São planos e sequências dos filmes do cinema novo de muita força, delicadamente articulados às falas dos jovens realizadores, tudo marcado pela ânsia do futuro e do Brasil", afirmou o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel. 

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