domingo, 19 de maio de 2013

AUMENTA O PREÇO. A QUALIDADE NÃO!


Por: Gustavo Garcia*

     Em carta aberta à população, além da campanha salarial, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo informou que a passagem subirá para R$3,40 a partir de 1º de junho. 
Valores que já haviam sido especulados em Março e que foi confirmado DIA 17/05 pelo governador Geraldo Alckmin.
    O aumento estava previsto para janeiro, mas o governo de São Paulo - após acordo com o governo federal - resolveu adiar o aumento por conta do combate à inflação no país.
O reajuste da tarifa afetará a CPTM, Metrô e ônibus municipais. A justificativa para o aumento é de que há dois anos não há modificação nas tarifas.


   Mais do que aumentar a tarifa, o Metrô e a CPTM tem o dever de aumentar a qualidade do serviço prestado: Trens lotados, passageiros sem conforto nenhum, estações com falhas estruturais, falhas diárias em todas as linhas possíveis já fazem parte do cotidiano das pessoas que usam o serviço; não se passa um dia sem que o atestado de incompetência, digo, atestado de ocorrência, não seja lançado aos meios de comunicação através de suas assessorias, informando que houve falha de equipamento de via ou problemas do tipo. Outro dia, em entrevista à rádio BandNews FM, o secretário dos Transportes, Jurandir Fernandes, assumiu que os trens são superlotados, mas disse também que as falhas acontecem por sabotagem.
   Sabotagem, senhor secretário? Por favor. Sabotagem é o que a gestão do Metrô e da CPTM fazem diariamente e há anos com a população. O cidadão é agredido diariamente no que tem de mais valioso - o direito de ir e vir. É prejudicado no caminho do trabalho, na luta diária pelo seu sustento. Torna-se vítima pelo fato de não ter a quem recorrer. Basta lembrar sobre a falha que aconteceu na estação Brás em 30/04/13. O efeito cascata foi devastador, fazendo com que o usuário fosse extremamente lesado por um serviço que já não funciona bem. Alguns usuários foram receber o bilhete de volta, mas vários usuários não o fizeram; sendo assim, o Metrô recebeu por um serviço ineficiente. Se não bastasse a falha, o usuário foi culpado pelo Metrô por que acionou o botão de emergência. 


Então, deixa eu ver se entendi direito:
O metrô para de funcionar;
Não há previsão de melhora;
Acontece o efeito cascata;
O usuário fica preso dentro do vagão;
O cidadão passa mal dentro do vagão;
Aciona o botão de emergência por isso;
E é o culpado pelo fato de o Metrô ter parado?

 Percebe-se que o senhor ou os gestores do Metrô e CPTM nunca tentaram embarcar lá na estação Itaquera às 7h da manhã para desembarcar na Santa Cecília, por exemplo. Ou tentar embarcar na estação Engenheiro Manoel Feio da CPTM e tentar realizar a integração com o Metrô no Brás.
  Se o serviço prestado fosse eficiente, confortável e garantido, tenho certeza de que não existiria restrição quanto ao valor pago pela passagem. Mas infelizmente no horário que as duas empresas (Metrô e CPTM) se fazem necessárias - A hora do Rush - Elas não cumprem com seu papel como deveriam.
    Fica o meu convite ao sr. secretário Jurandir Fernandes, aos presidentes do Metrô e CPTM, Peter Walker e Mario Manuel Seabra que se mudem para a região de Itaquera e façam o uso diário das companhias em seus horários de pico, para que saibam exatamente qual é o serviço que fornecem. Convido também a todos do governo, que concordam com o aumento da tarifa e que em seus carrões funcionais, passam ao largo da dificuldade que a população que depende do transporte público encontra diariamente.Nos cobrar R$3,00 já é um absurdo, imagine os R$3,40...



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