quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

RETROSPECTIVA...

Esse foi um artigo que escrevi a anos atrás....mas aparenta ser tão atual...
A mídia impressa é importante porque nos ajuda a ficar em dia com o que acontece no Brasil e no mundo, mas até que ponto o leitor pode ler sem ser influenciado?Geralmente há razões para desconfiar de alguma notícia, especialmente quando o que é dito envolve os interesses de um país em que o jornal é publicado. Talvez o jornal acabe torcendo a verdade e influencie a opinião de seus leitores; um historiador e jornalista alemão do século 18 chamado August Von Schlozer diz: “Tolo é aquele que nunca lê um jornal; ainda mais tolo é aquele que acredita no que lê só porque está escrito no jornal”. Assim deve-se ter a devida cautela ao analisar um jornal; pois o periódico pode satisfazer sua necessidade de estar bem informado.
Em uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha e na França com milhares de pessoas perguntou-se até que ponto confiava em cada uma de 13 instituições, entre elas, imprensa, política e grandes empresas. A imprensa ficou em ultimo. Já nos Estados Unidos da América (E.U.A.), a maioria dos leitores ainda diz que acreditam nos jornais.
As pesquisas realizadas pelo Pew Research Centermostram a porcentagem de pessoas que acreditam na imprensa tem diminuído.
Os desafios de se fazer uma matéria são inúmeras, os jornalistas têm de lidar com fontes não-confiáveis, geralmente recebendo até histórias falsas sobre determinado assunto, como já ocorreu a alguns anos atrás, nem a Agência Associated Press detectou a farsa, e muitos jornais americanos publicaram a matéria. Mesmo jornalistas bem intencionados nem sempre entendem direito a história. “Talvez seja porque trabalhamos em um ritmo acelerado”, diz um repórter brasileiro. A concorrência entre jornais faz com que disputem o furo de reportagem. Por isso, embora queiramos nem sempre redigir um artigo bem pesquisado.
Ultimamente as pressões contra esses tipos de casos contendo influências nos textos estão sendo analisadas pela, (Liberdade de Imprensa de 2003 - Relatório Mundial sobre Independência na Mídia) na qual classificou 115 dentre 193 países como não tendo liberdade ou tendo liberdade relativa. No entanto, uma manipulação sutil das notícias pode ocorrer mesmo em regiões que têm liberdade de imprensa.
O dinheiro obtido com anúncios também pode influenciar a reportagem. “Se o editor publicar algo negativo sobre um anunciante, este talvez ameace retirar seus anúncios”, comenta uma estudante de jornalismo. Na maioria dos casos as notícias mais quentes ou mais importantes nem chegam ás mãos dos jornalistas. Talvez tenha dúvidas e reflita: “bem, se os jornalistas enfrentam esses problemas para produzir uma matéria confiável, como leitor pode saber no que acreditar?” É necessário ter discernimento; o leitor precisa analisar cuidadosamente o que lê para ver se soa verdadeiro ou não. Lembre-se de não esperar perfeição, como vimos, sabemos de vários fatores no qual impedem os jornais de serem totalmente objetivos. Mesmo assim, eles podem ajudá-lo a estar informado sobre o que acontece no mundo. A grande maioria das empresas de comunicação impressa deixa claro que os jornalistas têm liberdade para escrever sobre o que bem entender. Observamos mais um caso de represália com a repórter do jornal Folha de S. Paulo, na qual escreveu uma matéria sobre o império e o crescimento da rede Record de televisão no controle do biso Edir Macedo. O bispo diz ter sido agredido e influenciou seus fies a entrarem com um processo contra a jornalista, que apenas mostrou uma realidade de uma das empresas do bispo. Alguns juízes interpretaram que Edir esteja agindo de má fé e não quiseram registrar a queixa.
Na verdade liberdade de expressão só existe para os donos dos jornais, onde escrevem o que querem e permitem entrar matérias das quais eles achem mais interessantes.
Neste caso ser jornalista é uma profissão desafiadora! Lembramos que neste caso vai contra o código de ética dos jornalistas, e do sindicato também, onde se prega a liberdade imprensa até o fim.
Agora devemos tirar proveito de nossa leitura sabendo diferenciar as influências de cada veículo, procurando apenas nos mantermos informados.

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