domingo, 30 de novembro de 2008

Os jornais e jornalistas

Nesta última sexta-feira tive a oportunidade de conhecer e conversar com Vito Giannotti* sobre a imprensa no Brasil. Ele me disse que há uma grande luta pela democratização do jornalismo. Perguntei para ele se os jornais alternativos que foram tão importantes contra a ditadura no Brasil poderiam voltar a existir como a verdadeira esquerda, e se ainda podem influenciar como antigamente. Vito responde “que um jornal que ele gosta chamado Brasil de Fato, é um bom veículo, ele crítica e mostra a realidade do país e faz parte de um jornal operário ou alternativo. Individualmente, cada jornalista pode tentar fazer pequenos furos na muralha blindada de cimento e aço que garante a inviolabilidade do castelo dos proprietários dos meios de comunicação.” Olhei para ele e fiquei feliz em saber que tinha a mesma opinião, acredito na falha da grande imprensa; hoje apenas saem noticias nas quais os donos dos veículos ou as que os anunciantes querem que saiam. Na década de 70 e 80 os jornais eram censurados e a liberdade de pensamento não existia, foi neste período que ocorreu um buum nos jornais alternativos; tempo nos quais sabemos, muitas pessoas morreram por falarem a verdade as pessoas. Isso me fez lembrar até de um filme muito atual chamado O preço da Coragem, onde até que ponto um jornalista chegou para conseguir uma noticia. Será que isso ainda ocorre hoje em dia? Corremos atrás de uma noticia arriscando nossas viodas igual ocorria antigamente? É algo para se pensar............. Existem jornalistas e shownalistas. Os verdadeiros homens da imprensa sabem disso.
Ao visitar o CEDEM- Centro de Documentação e Memória na Sé iniciei uma analise dos jornais operários do Brasil e no mundo, algo que a juventude e muitas pessoas não sabem da influência desses veículos contra a ditadura, história arquivada e que acaba no esquecimento. Triste mas não podemos deixar isso no esquecimento, é por isso que gosto de pesquisas na imprensa, há algo a ser mostrado.
A realidade é até quando ficaremos manipulando as informações e deixando de nos preocupar com a realidade e a verdade?
Dúvida cruel, mas feliz de saber sobre grupos dos quais acreditam e procuram fazer algo para essa mudança e que não estamos sozinhos nessa luta para democratização da informação.








*Vito Giannotti é coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação e autor, entre outros, dos livros Muralhas da Linguagem, Comunicação Sindical: a arte de falar para milhões, Manual de Linguagem Sindical, O que jornalismo operário, Estrutura Sindical no Brasil e Cem anos de Lutas Operárias.

4 comentários:

  1. Boa Régis, boa entrevista.
    Eu também compartilho da opinião de vocês.

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  2. Regis,
    bacana seu blog, tem bastante texto, o que revela o seu interesse pelo jornalismo. Tenho certeza de que você será um grande jornalista. Mas precisa melhorar seu texto, principalmente a gramática. Me interessei pelo post do Vito Gianotti, mas você deu muita opinião e escreveu pouco sobre ele. Acho que você deveria ter feito um perfil do homem. Seria mais interessante e um bom exercício. Se você quiser, posso passar a ler seus textos e te dar uns toques. Quer?

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  3. Olá,

    Estou aqui para divulgar o blog “Sempre em Trânsito, destinado à postagem em resumo aos últimos acontecimentos da nossa sociedade.

    Aberto a sugestões, comentários e críticas construtivas.

    Agradeço desde já!

    Grato,

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  4. Puxa Regis quantas opiniões por aqui ehn?
    Eu sinceramente adorei!! hehe

    mas poste mais vezeeees!! haha

    beijos

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