segunda-feira, 23 de março de 2020

A Vida é feita de promessas

segunda-feira, março 23, 2020

Agora são 3h40, na madrugada de quinta-feira (5). Não sei se foi insônia, ansiedade ou algum sonho me acordou.  Levanto; olho pela janela a solidão da noite lá fora. Só consigo ver folhas se mexendo nas arvores por causa do leve e suave vento. Puxei a cadeira e sentei. Liguei o computador que está em cima da mesa e veio na mente escrever sobre PROMESSAS.
Segundo o dicionário Houaiss, a palavra PROMESSA significa um compromisso oral ou escrito de realizar um ato ou assumir uma obrigação.  Isso me faz lembrar-se de acontecimentos em nossas vidas. Já parou para pensar quantas promessas ouvimos ou já fizemos até agora?

Quando crianças ouvimos promessas de nossos pais em diversos quesitos. Talvez se nos comportássemos na escola, na casa de um parente ou coisas desse tipo poderíamos ganhar um presente, uma regalia por tal feito. Essas e muitas outras, você, caro leitor, estimada leitora irão se lembrar. Quando estamos na adolescência, momento de descobertas e rebeldias. Prometemos aos nossos pais chegar no horário combinado, alguns cumpriam, outros contavam histórias para se safar do castigo. Esses são pequenos exemplos para nossa reflexão, ou melhor, como diz o nome da página deste jornal, para provocações em nossas mentes.

Quando estamos adultos a coisa aparenta mudar de figura. Estamos mais velhos, experientes e achamos que dificilmente seremos enganados, não é mesmo? Talvez sim, talvez não. Provoque sua mente. Aos casados, há a promessa de felizes para sempre como nos contos de fadas. Com amigos há promessas de lealdade e muitos acabam nos decepcionando. Traem-nos e apunhalam pelas costas. Em tratos comerciais acabamos acreditando nas promessas de pagamentos nas datas corretas e não são cumpridas. Aí já entra o desespero em pensar: será que um dia vou receber? Na religião também há as mais diversas promessas. Conheço gente que vende até um terreninho no céu, prometendo para o coitado do fiel uma vida segura e prospera lá em cima. E o que falar de políticos?

Aí são promessas que não acabam mais. Já vimos político messias, do povo, ditador, analfabeto, estudioso, especialista, comediante, ator pornô, sambista e assim por diante. Todos com as mais belas promessas. Se vão cumprir ou se cumpriram o que prometeram aos seus eleitores, já é outra história.  Somente você poderá saber, afinal, o voto de confiança em suas promessas foi seu.
Mas, será que criamos muitas expectativas nas promessas e culpamos os outros? Pode até ser, mas, mesmo adulto ou mais idoso, temos o mesmo pensamento de uma criança – ‘não prometa aquilo que não se possa cumprir’. E assim seguimos nossa a vida com essas promessas e nos iludimos em acreditar nelas. O sol está raiando e eu parando de escrever esse texto que ninguém vai ler por ser uma pequena viagem. 

quarta-feira, 18 de março de 2020

Livro Tipos Incomuns (Algumas histórias) de Tom Hanks

quarta-feira, março 18, 2020

Hoje falarei sobre o livro ‘Tipos Incomuns (Algumas histórias)’, de Tom Hanks, publicado pela Editora Arqueiro no ano de 2017. Fazia tempo que eu tinha comprado a obra por saber que este é o primeiro livro de Hanks. Conheci o Tom através das telonas, seja atuando em filmes como em roteiros e direção. Mas é claro o talento de Tom Hanks como escritor. Com uma narrativa simples e com histórias interessantes do dia-a-dia das pessoas, a obra faz o leitor viajar em todos os detalhes. Em algumas situações; eu acredito que muitas pessoas irão se identificar.

São momentos na vida onde cada situação traz uma reflexão, seja ela encarada de forma engraçada ou não. Além da narrativa, percebi nos textos, o amor por máquinas de escrever que Hanks tem. Isso está nítido em todas as histórias, afinal, a máquina de escrever é citada sempre. Tenho que concordar com Tom Hanks, ter uma máquina de escrever em casa e deixar ela guardada não é uma coisa muito legal. 

A máquina precisa ser usada, ter vida útil. Eu tenho uma. Ganhei uma Olivetti portátil de um amigo, está em perfeito estado de conservação. Gostaria de escrever mais nela, mas depois de ler o livro de Tom Hanks percebi até um mercado empresarial futurista para usar minha filha Olivetti.
Algumas crianças nem devem saber o que é uma máquina de escrever, como foi uma tecnologia avançada no passado e como ela era útil. Hoje, nem todos sabem de sua utilidade e história.   Até a próxima leitura.

Tom Hanks é ator, roteirista e diretor, além de produtor pela Playtone. Textos seus já foram publicados no The New York Times, na Vanity Fair e na The New Yorker. Este é o seu primeiro livro de ficção, que gira em torno de uma das paixões do autor. Dono de mais de 100 máquinas de escrever, Tom Hanks redige suas histórias num notebook.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

‘Ciúme Assassino’, um filme triste e muito real

terça-feira, fevereiro 18, 2020
Reprodução/YouTube

Ciúme Assassino conta a história de uma adolescente tímida que fica feliz pelo seu relacionamento com um atleta popular de sua escola. Parecem coisas de sonho. No entanto, a realidade é muito diferente do que se pode ver e em pouco tempo, o rapaz de seus sonhos se torna um homem abusivo e perigoso. Conseguirá notar a tempo de fugir dele?
Aí a história se desenrola. Muitos casos parecidos ocorrem na vida real e quão difícil deve ser para quem sofre tais abusos. 

Mulheres diariamente sofrem violência doméstica e assim como a jovem do filme ficam com receio de falar. Isso é um problema muito sério.
Em diversas cenas do filme, há situações constrangedoras, onde a jovem sofre por mensagens de texto, pelo estilo da roupa e até mesmo por conversar com outras pessoas.

Quando a menina pensava em tomar coragem, o namorado prometia mundos e fundos, desde que foi um pequeno acesso de ira, até mesmo em fazer tratamento. Mas não adiantou nada. Primeiro porque ele não fez tratamento psicológico e segundo porque não procurou melhorar em nada, ou seja, promessas apenas para deixar a moça dominada por ele.

Amizades perdidas e uma vida em torno do namorado, procurando fazer tudo para agradá-lo. Ela mesma não vivia, apenas vegetava. Triste e ao mesmo tempo uma realidade não só no Brasil como em outros países também.
O resultado? Somente assistindo o filme para saberem o desfecho dessa história. Não vou dar spoiler, mas incentivo quem não assistiu que assista. Vale muito apena. 

Às vezes um filme como esse pode nos alertar sobre ter um relacionamento abusivo e extremamente perigoso. Pode não ser muito fácil dar um basta, no entanto, é necessário e muito importante das um fim nesta situação. Isso fará bem para quem sofre tais agressões, evitando traumas futuros não apenas para a agredida como para familiares e amigos.

Veja algumas cenas

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Livro ‘Noite sem fim’ de Agatha Christie é como sempre, surpreendente

quinta-feira, fevereiro 13, 2020

O livro Noite sem fim, da escritora britânica Agatha Christie, publicado pela editora Folha é surpreendente. Digo isso, pois estou acostumado a ler os livros de Agatha e geralmente acerto nos palpites de casa suspense. No entanto, nessa história, além de não ter o detetive Hercule Poirot, o final me surpreendeu e muito.
Não importa se você conhece as obras da autora, ou se é a primeira vez que irá ler, esse livro é totalmente magnífico. Tanto pela narrativa quanto a forma que a trama se desenrola.
Cássio Starling Carlos, crítico da folha, resume bem quando diz, 
“Os versos da canção que o impetuoso Mike adora ouvir sua doce Ellie entoar simbolizam o contraste insuperável entre pobreza e riqueza, felicidade e cobiça, paixão e traição que Agatha Christie espalha entre as pistas falsas desse romance publicado em 1967. Um lugar amaldiçoado, uma cigana que cospe impropérios e um grupo de personagens ambíguos e ambiciosos agregam outras sombras ao mistério de uma morte súbita. Novato ou veterano, o leitor de Christie sempre descobre que nada é o que parece. Disfarçada de autora inofensiva, a escritora primeiro cativa e, quando já é tarde demais, anuncia que nesta caixa de belos bombons alguns estão envenenados”.
Por aí você já consegue imaginar a loucura deste livro. Acontecimentos marcantes tiram o fôlego de qualquer leitor. Eu não darei spoiler, mas incentivo você a ler, pois irá se surpreender. Nem tudo é o que parece, isso você pode ter certeza. Bom, agora irei começar a ler o livro ‘Tipos Incomuns’, obra escrita por nada mais nada menos que Tom Hanks. Até a próxima.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Coringa, um filme de muita reflexão social

terça-feira, fevereiro 11, 2020
Foto: Divulgação

Coringa é um filme de drama social e psicológico sofrido pelo comediante Arthur Fleck. Desprezado por uma sociedade egoísta e hipócrita Arthur começa a se questionar sobre aspectos da vida.  Joaquin Phoenix venceu o prêmio de Melhor Ator por sua atuação em Coringa no Oscar 2020 e também merece destaque. Que papel incrível ele tem no filme. Além de ter emagrecido muito para fazer esse papel. Outra vitória do filme na noite do Oscar foi o de Melhor Trilha Original. 

Mas o ponto de reflexão do filme, no qual me chamou muita atenção foi à indagação de Coringa: ‘Sou só eu ou o mundo está ficando mais louco’?
Acredito que o mundo está ficando louco em uma sociedade mudando seus valores. Por exemplo, poucas pessoas hoje se preocupam com as outras, afinal se eu estou bem, o outro é problema dele. Estamos esquecendo-se do olhar humano, de amar o próximo, de pensar no outro, de se colocar no lugar do outro.

Por outro lado, vemos pessoas que apenas para ter admiração dos outros, isso sem dizer de fama, passa por cima como se fosse um trator. Se tiver no caminho e se houver a possibilidade de ofuscar meu destaque perante os outros, pode ter certeza vão te tirar de circulação de uma maneira ou de outra.  
O mundo continua mais louco, políticas públicas pouco debatidas, o pobre desprezado e mais pobre. Apenas com seus discursos manjados de solidariedade, o rico fica cada vez mais rico.

No entanto, se a vida não tiver fácil e a sociedade te criar um vilão, pode ter certeza que a culpa será sua, da sua família, da sua classe social. E pode ter certeza meu caro leitor ou leitora, no mundo de hoje, cada pessoa pode ter ou criar um Coringa dentro dela. O Problema será se ele despertar.

Veja o Trailer

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Filme ‘Ma’ mostra que traumas de infância podem mudar a vida das pessoas

quinta-feira, fevereiro 06, 2020
Foto: Reprodução - YouTube

Ma, um filme que me impressionou e me tirou o fôlego. Me fez repensar muito sobre a questão de Bullying e como esses acontecimentos podem traumatizar uma pessoa para o resto da vida. Bem preocupante essa questão.
Ma é um filme de suspense e terror psicológico estadunidense de 2019, dirigido por Tate Taylor, com roteiro de Scotty Landes e Taylor, e uma história de Landes.

A vencedora do Oscar® Octavia Spencer é Sue Ann, uma mulher solitária e discreta numa tranquila cidade de Ohio. Um dia, ela é abordada por Maggie, uma adolescente nova na cidade (Diana Silvers, Glass), para comprar bebidas alcoólicas para ela e seus amigos, onde Sue Ann vê a chance de ter suas próprias - mais jovens e desavisadas - amigas. 

Ela oferece aos jovens a chance de evitar beber e dirigir, ao convidá-los para conhecer o porão de sua casa. Mas há algumas regras da casa: um dos jovens tem que ficar sóbrio. Não falar palavrões. Nunca subir as escadas. E chamá-la de "Ma". Mas, à medida que a hospitalidade de Ma começa a se tornar uma obsessão, o que começou como um sonho para os adolescentes se transforma em um pesadelo aterrorizante, e o porão de Ma passa de "melhor lugar da cidade" para o "pior lugar do mundo".

Se você assistir ao filme perceberá que nem sempre é legal ir à casa de estranhos e muito menos beber sem limites, afinal, gente com problemas psicológicos é o que mais podemos encontrar nos dias atuais. Lembre-se que cada pessoa tem uma história de vida, seja ela com traumas de infância ou não. No entanto, tudo é perigoso e qualquer vacilo pode ter duras consequências. Nossos pais já diziam, ‘não converse com estranhos’ e a obediência protege. Todo cuidado é pouco, pense nisso!!!  

Veja ao Trailer

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Livro Agosto de Rubem Fonseca tem 'histórias e estórias'

segunda-feira, fevereiro 03, 2020

O livro Agosto de Rubem Fonseca, mistura ficção e história. É uma narrativa policial que traz romance, violência, escândalos políticos e a imprensa brasileira.
O livro já começa assim, no dia 1º de agosto de 1954, no Rio de Janeiro, capital da República, um empresário é assassinado e outro crime é planejado na sede do governo federal. O atentado frustrado contra o jornalista Carlos Lacerda, opositor de Getúlio Vargas, causará uma das maiores reviravoltas da história do Brasil. 

Um dos maiores sucessos de crítica de Rubem Fonseca, Agosto nos questiona: em que medida a história de uma pessoa e a história de um país se determinam, se diferenciam e se assemelham? Ao misturar com maestria história e ficção, o autor encontra a resposta: a boa literatura.

Eu particularmente gostei muito da narrativa mesmo ela dando umas quebradas na sequência da leitura. Além de resgatas o bom e velho jornalismo muitas vezes traz a questão da importância dos jornalistas serem imparciais. Ao mesmo tempo deixa uma dúvida sobre: Jornalista é realmente imparcial?  Aí já é uma longa história.

Mattos, um comissário da policia me chamou atenção pela forma de trabalhar e pelo amor a profissão. Algo raro nos dias de hoje. Quem ler a obra poderá voltar à história e tirar suas conclusões sobre o que pode ser ‘história ou estória’. Algumas pessoas se identificarão com acontecimentos, fatos possivelmente reais e outros não. A narrativa da obra é bem simples, intensa e imparcial, sem fazer críticas ao momento relatado, no entanto, faz o leitor tirar suas próprias conclusões. 

Mas, tudo que li no livro tem um pouco de verdade, principalmente quando envolve política, poder, mulher e dinheiro. Quatro coisas incrivelmente sedutoras desde que o mundo é mundo. Aos leitores dessa incrível obra contemporânea eu só posso dizer: boa leitura e viaje no tempo. Pense se acontecimentos do passado ainda acontecem nos dias atuais.  

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Resenha: A volta ao mundo em 80 dias de Júlio Verne

quarta-feira, janeiro 15, 2020

A volta ao mundo em 80 dias de Júlio Verne foi minha primeira leitura no ano de 2020. Esse livro, publicado pela editora Pricpis me fez refletir sobre o que o escritor Leandro Karnal publicou no Caderno 2, do jornal Estado de São Paulo, no dia de hoje(15). Seu artigo intitulado ‘Ler e viver’ tem uma parte muito interessante que diz, “Ler é atingir maioridade intelectual. Ler traz idéias, contesta versões, estimula autonomia. Ler retira da zona de conforto e provoca disrupturas existenciais. Ler é um passo na direção do infinito e um caminho sem volta na busca de si e de sentido. Se você quer total tranqüilidade e senso comum dominante, evite livros, fuja de bibliotecas e afaste seu filho do livro e do perigo de pensar. Ele será um adulto opaco, cinzento, acomodado, dirá coisas comuns e terminará a vida tranquilo, gravando áudios no celular esperando seu documento ser feito. É preciso ter esperança e alguma leitura”.

A volta ao mundo em 80 dias me fez viajar, ter novas idéias e entender uma narrativa de época. Estava bem empolgado, mas um tio me contou o final, pois ele tinha assistido ao filme. Fiquei bem puto com o Spoiler, mas não desisti de ler essa obra aventureira e com uma pitada de suspense. No livro, ocorre uma aposta em um clube e Mrs. Fogg aceita o desafio. Por isso ele precisa percorrer o mundo e voltar a Inglaterra em 80 dias. Não vou dar spoiler, podem ficar sossegados, mas a narrativa me prendeu do início ao fim. Também me fez contestar algumas situações que você saberá apenas depois que ler o livro, por exemplo, o amor ao próximo e atitudes dos personagens. Eu conheci o mundo nessa aventura e acredito que ao ler você também irá viajar e embarcar nessa aventura. Realmente é preciso ter esperança e alguma leitura. Então, qual livro você está lendo?