terça-feira, 21 de maio de 2019

Diário do Oriente, um livro com muitas curiosidades

terça-feira, maio 21, 2019

Diário do Oriente – percurso de uma alma beduína, da escritora Simone Bica é um livro muito interessante e cheio de curiosidades, publicado pela editora Autografia.
Um livro gostoso de ler e que me fez viajar enquanto lia. Uma obra com poucas páginas, apenas 116, mas muito rico em questões culturais do Oriente médio. Como diz a própria autora, ‘Que possamos sempre nos permitir voar e chegar aonde nossa alma verdadeiramente quer estar e encontrar-se em paz’. Realmente esta é a sensação que senti ao ler o livro.

Algumas questões eu não conhecia e descobri como é o churrasco na Jordânia e até como é realizado o preparo das carnes, rs, totalmente diferente do churrasco que estamos acostumados no Brasil. Fatores do tipo; um casal se divorciou e nesse relacionamento tiveram um filho do sexo masculino, a criança vai morar com o pai até ter a maior idade e escolher com quem ficar. No caso de ser filha, ela pode ficar com a mãe. Também é relatado no livro como o país é muito, mas muito religioso.
Outro detalhe interessante é com relação as mulheres pintarem as unhas. Elas só fazem isso quando estão menstruadas, período que não fazem suas orações.

Ah, não poderia esquecer de falar também sobre o papel higiênico que estamos acostumados a usar no Brasil, lá até tem, mas muitos usam guardanapo, o mesmo que usam para limpar a boca eles compram e colocam no banheiro. A obra em certo momento, também tem o código QR que te leva para alguns vídeos bem legais e interessantes também.
Enfim, para quem gosta de boas histórias repleta de curiosidades sobre o oriente médio, o livro é uma boa. Para quem for ler, espero que goste e tenha a mesma viagem que eu tive sem sair de casa.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Sherlock Holmes: Um Estudo em Vermelho é uma história que te prende do início ao fim

quinta-feira, maio 09, 2019

Sherlock Holmes conhece dr. Watson

Sherlock Holmes: Um estudo em vermelho foi o primeiro dos quatro livros que li do autor Arthur Conan Doyle, pela Principis, selo da editora Ciranda Cultural. O segundo é o Signo dos Quatro, o terceiro - O Cão de Baskerville e o quarto livro - O Vale do Medo.  
Neste primeiro livro que li, Um Estudo em Vermelho, Sherlock Holmes é chamado para solucionar um caso de um homem que foi encontrado morto, mas que não apresenta ferimentos, apenas manchas de sangue.

Enfim, nem preciso falar nada sobre o livro, a história é muito interessante. Fiquei surpreso, pois o livro inédito foi escrito em 1887, em um revista. Nesta ficção, por mais que pareça real, Holmes é conhecido por solucionar mistérios que outros detetives não conseguem entender, pois ele utiliza a metodologia científica e a lógica dedutiva para solucionar os casos. Também neste livro é onde ele conhece seu fiel amigo e parceiro dr. Watson.
A obra é de fácil leitura e uma boa dica para quem gosta de livros policiais. Leve e com uma narrativa incrível, Um estudo em Vermelho me surpreendeu, no entanto que o li em 3 dias, e não em 7 como geralmente ocorre.
É um livro que te envolve do começo ao fim sem dar tempo de você parar para respirar, os detalhes fazem toda a diferença e faz você estar dentro da história. Assim como Holmes, você vive o caso e aprende a cada vez mais a valorizar que observar as coisas faz toda a diferença. Como eu diria aos meus amigos de faculdade, Semioticamente falando, você precisa apenas estar atento aos detalhes. Na próxima semana tenho mais detalhes do outro livro, porque eu preciso correr, o detetive já está resolvendo o caso Signo dos Quatro e eu quero saber o final!!

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Ritmo Louco é uma reflexão sobre o mundo, preconceito e a amizade

segunda-feira, maio 06, 2019

Ritmo louco, livro da escritora Zadie Smith
Ritmo louco é o primeiro livro que li da escritora Zadie Smith, lançado no ano de 2018 pela Companhia das Letras e gostei muito da obra.
A narrativa detalhada é da ex-assistente de uma famosa cantora pop, cujo nome nunca é citado, no entanto, ela começa a citar entre passado e presente como tudo aconteceu. Além disso, resgata sua história e sua amiga de infância, Tracey, que teve um futuro um pouco diferente do imaginado.

Filhas da mistura de negros e brancos, ambas moram em um bairro periférico de Londres, onde em um projeto social realizam aulas de dança.
A narradora tem uma família bem estruturada. Sua mãe é muito politizada, leitora de Trótysk, Karl Marx, entre outros pensadores contemporâneos. Já sua amiga Tracey cresce em um lar totalmente diferente, que apesar do seu talento, sua vida toma um caminho bem diferente.

Dentro da narrativa, cheia de ricos detalhes sobre consumismo, sermos livres e o que realmente importa na vida. Por exemplo, algo marcante para narradora foi lembrar que na infância, Tracey tinha uma cama cor de rosa com formato de uma carro esportivo da Barbie, parecia que o papai Noel tinha esvaziado seu trenó no meio do quarto. Será que darmos tudo aos filhos por melhor que seja nossa intenção irá ensiná-lo sobre como encarar a vida? 

Com famílias e criações diferentes, é nítido notar a diferença entre o que realmente é viver.
Gostei muito da história, da questão humanitária na África e de tudo que aconteceu no livro. Indico para quem quer ler um livro que traz uma reflexão sobre mundo, preconceito, amizade e família. Boa leitura e até a próxima. 


Sinopse: 

Duas garotas de ascendência negra sonham em ser dançarinas — mas apenas uma delas, Tracey, tem talento. A outra, a narradora, tem ideias: sobre ritmo e identidade, sobre música e raça, sobre o que torna uma pessoa verdadeiramente livre. É uma amizade próxima, mas complicada, que termina abruptamente por volta dos vinte e poucos anos, para nunca mais ser revisitada, mas também nunca esquecida. 


Ritmo louco começa com a narradora voltando a Londres após ser demitida de seu emprego como assistente pessoal de uma cantora pop mundialmente famosa. Ao perambular pela cidade, a história do passado vai sendo revelada — e Tracey tem papel fundamental nela. Alternando entre estes dois tempos, o do presente e os anos 1980 e 1990, Zadie Smith cria um brilhante romance de formação que coloca em movimento reflexões profundas e atuais sobre cor, raça, gênero e, sobretudo, pertencimento. 

Livro: 

Título original: SWING TIME
Tradução: Daniel Galera
Capa: Carlos di Celio
Páginas: 528
Formato: 14.00 X 21.00 cm
Autor: Zadie Smith
Peso: 0.652 kg
Acabamento: Brochura com Orelha
Lançamento: 26/10/2018

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

A Pequena Caixa de Gwendy, de Stphen King e Richard Chizmar

terça-feira, fevereiro 26, 2019

A Pequena Caixa de Gwendy, da Editora Suma é uma parceria entre Stephen King e Richard Chizmar, feita no ano passado. Eu recebi o livro esse ano. O livro é de capa dura e muito bem ilustrada. A Obra tem 168 páginas, com capítulos curtos e com uma leitura bem fácil. Eu nunca tinha lido uma obra de Richard Chizmar, mas achei bem interessante. É claro que esse livro não se compara as outras obras de King, afinal, encontramos nos livros de Stephen cenas pesadas, histórias bem fortes e marcantes. O que você faria se tivesse certo tipo de poder em suas mãos? A história se passa na cidade de Castle Rock, quando Gwendy Peterson de apenas 12 anos encontra um homem vestido todo de preto e com um chapéu na cabeça, próximo da Escadaria Suicida, no topo do monte.
O homem se chama Richard Farris e dá a Gwendy uma caixa de botões da qual saem pequenos chocolates em formato de animais, moedas de prata antigas, além de coisas que ela desejar.  Aí eu me lembrei do que meus pais diziam, nunca fale com estranhos. Cena descrita no livro também. Algo que me chamou atenção no livro foi o diálogo do Sr Farris com Gwendy, onde ele diz, “querer saber e fazer coisas é o que move a raça humana. Exploração: doença e a cura ao mesmo tempo”. Algo a se pensar não é mesmo?
A única coisa que você não pode esquecer é: qual botão você irá apertar? Quais são os desejos de Gwendy? Nessa obra há um suspense com muita reflexão. Até questões de bullying são tratados no livro; é só você ficar atento a cada detalhe e uma ótima leitura!!!

Sinopse

Viaje de volta a Castle Rock nesta história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor premiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A zona morta, e deu origem à série de TV da Hulu.
Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco. 
Certo dia, um estranho a chama do alto: “Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu”. Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado. 
Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.





terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

TERRA DAS MULHERES – LIVRO FEMINISTA OU NÃO?

terça-feira, fevereiro 19, 2019
É minha primeira participação aqui no “Tudo Junto e Misturado” e escolhi falar sobre uma obra literária de 1915, da autora Charllote Perkins Gilman – TERRA DAS MULHERES – é um livro com 255 páginas e contém 12 capítulos. Sua leitura é bem acessível, apesar de conter alguns vocábulos antigos.
O livro com certeza é feminista, afinal o livro traz a masculinidade como sendo tóxica as mulheres, retrata a depreciação da capacidade das mulheres, a violência psicológica, física e sexual e a divisão na criação dos filhos. A obra é composta por 3 amigos – Terry, o machistão, Jeff, o cavalheiro, e Vandyck aquele que acredita em fatos, o “meio termo” deles -, a autora é tão ousada que a obra é uma narrativa em primeira pessoa, ou seja, ela é o Vandyck que conta toda a história sob ótica masculina.

 Os três amigos saíram em expedição científica e se depararam com a lenda da “Terra das Mulheres” contada por um guia “selvagem”. Claro que eles resolvem verificar se há uma sociedade sem homens e já imaginavam uma sociedade primitiva e que os homens deviam estar presos em algum lugar ou que apenas faziam visitas para que as mulheres reproduzissem. Uma coisa eles tinham certeza, não tinha como não ter participação de homens! No entanto quando chegam até a “Terra das Mulheres”, são surpreendidos com a infraestrutura do local, a organização social, os avanços econômicos, o controle da taxa de natalidade e mortalidade, a segurança nacional e outros. Contudo, Terry, - o machistão- a todo tempo fala que aquilo é impossível sem homens e que eles devem estar em outra região escondidos.

A trama desenvolve mostrando os três amigos como prisioneiros da “Terra das Mulheres”, mas com dignidade humana, afinal, eles podem estudar, comer de tudo, tem roupas confortáveis e camas macias, o que provavelmente não aconteceria com prisioneiros que fossem pegos invadindo outro país de cultura patriarcal! Eles tinham as guias – Somel, Moadine e Zava- que os orientavam para aprenderem tudo sobre a Terra das Mulheres, mas em contrapartida também tinham que ensinar sobre o país deles. E a partir daí a obra relata todo o espanto das mulheres da “Terra da Mulheres” em saber que as mulheres do país deles não podem trabalhar, fazer força, tem que se submeter ao sexo com seus maridos para satisfazê-los e não para gerar vidas, que são responsáveis pela criação dos filhos e organização do lar, que algumas fazem aborto e tudo mais.

Não poderia faltar romance na obra, que com certeza foi o ponto chave para demonstrar toda a relação que causa a intoxicação da masculinidade na mulher, bem como também demonstrar que educação social pode modificar pensamentos e atitudes machistas como no caso de Jeff e Vandyck, que se casaram com mulheres – Cellis e Ellador-  da “Terra das Mulheres!
Vejamos que Terry também casou-se com uma mulher – Alima -  e não teve muito sucesso, já que sua intenção sempre foi dominá-la e quando realmente tenta fazer isso forçando-a ao ato sexual, ele é dominando por ela e por outras mulheres e se torna prisioneiro até o dia do julgamento.  Quando sai sua sentença, Terry é expulso da “Terra das Mulheres”. Vejamos que Terry é o personagem que demonstra o quão o machismo é devastador, mostra ainda que naquela época já havia na “Terra das Mulheres” sentença – punição – para quem violentasse as mulheres.

A autora foi um gênio para sua época nos movimentos feministas, porém, tanto naquela época como hoje, acredito eu, existe críticas a obra, como por exemplo na questão do aborto, a qual na “Terra das Mulheres” era um absurdo por fim a vida de um nascituro, pois, existem meios de evitar uma gravidez e caso ela ocorra deveria ter o filho e se não possuísse condições maternal deveria ser dado a sociedade que tem mães que podem cuidar, amar e educar, ou seja, na nossa sociedade podemos dizer que caso engravide dê seu filho para adoção!  Outro fator que pode ser questionado é que na “Terra das Mulheres”, mulheres não tinham sexo, e quando Ellador, Cellis e Alima ficam com os três amigos – Vandyck, Jeff e Terry – elas não querem ter sexo, porque para elas é uma questão apenas de reprodução e que o amor, felicidade e prazer podem ser encontrados de outra forma. Ora, e nossa liberdade sexual? Nós não podemos sentir prazer sexual para qual o nosso corpo é feito? Podemos dar um desconto para a Charllote, afinal para aquela época ela já havia se ousado demais em criticar um sistema patriarcal e religioso. 

Eu diria até que Charllote influenciou o criador da Mulher Maravilha a criar Themyscira em 1940, seja através de seu livro ou por força maior. Ainda posso sugerir que as mulheres da “Terra das Mulheres” são dotadas das mesmas bases fundamentais das Amazonas de “Themyscira”: compaixão, amor maternal e temperança. Mas, ainda tenho dúvidas! Será que Charllote Perkins Gilman sabia quem em 1539, em expedições Francisco de Orellana e Frei Gaspar partiram para conquistar Eldorado e teve notícias que descendo o rio Orellana existia cerca de setenta tribos só de mulheres, as iacamiabas, “mulheres sem maridos” – na língua indígena - com características bem semelhantes ao de seu livro? Será que teve inspiração nessa história do tempo ou apenas no que observava em seu cotidiano?

Paula Fernandes Pereira
Bacharel em Direito
Colunista: JornalMassaguaçu
Youtuber: Uma amigasua
Twitter: @PaulaFpblog

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O Homem de Areia é uma narrativa com muito suspense do início ao fim

terça-feira, fevereiro 05, 2019

O Homem de Areia, publicado pela editora Alfaguara, selo do Grupo Companhia das letras; sem a menor dúvida, é um livro incrível. A obra do casal sueco Alexandra e Alexander Ahndoril, que usam o pseudônimo; LarsKepler, é realmente fascinante. O livro chama atenção pela capa, mas muitos podem ficar desanimados pelas suas 457 páginas. No entanto, uma coisa é certa, você irá ler o livro em menos tempo do que imagina. Eu me programei para ler o livro em 15 dias, mas li ele em 5 dias. Então, você pode ter certeza, o livro te prende do início ao fim. 

O livro fala sobre um serial Killer muito inteligente e manipulador chamado Jurek Walter, que foi preso pelo detetive Joona Linna alguns anos atrás; e condenado a prisão perpétua em uma ala psiquiátrica. Com capítulos curtos e uma narrativa incrível, há uma questão bem intrigante: até onde vai a mente humana? Até onde o ser humano pode ser mau para conquistar seus objetivos e até mesmo querer se vingar? Ou pode-se dizer que de médico e louco todo mundo tem um pouco? Aí você pensa: O que você faria quando um serial killer preso ameaça você, sua família e a família do seu parceiro que o ajudou na investigação? 

Os personagens são fortes, marcantes e inesquecíveis. Todos os personagens chamaram minha atenção e me fizeram despertar pensamentos sobre cada um deles e a vida que levavam. O que deixa o livro a cada página virada, mais e mais interessante. Aos que assistiram filmes como Hannibal e aos leitores de Agatha Christie irão se amarrar, afinal, o livro acaba te envolvendo de um jeito incrível. Faz você vivenciar cada momento do livro e querer entender quem é o homem de areia, como ele age e muitos outros detalhes. Mas eu não vou dar spoiler. Outra questão é a narrativa entre o presente e o passado dos personagens, dando a impressão de estar acontecendo tudo ao mesmo tempo, iguais a séries e filmes de suspense. Se você curte esses suspenses policiais, não pense duas vezes, LEIA O LIVRO: O Homem de Areia.




O livro

Em uma noite extremamente fria em Estocolmo, um homem aparece sozinho e desnorteado em uma ponte. Quando ele é encontrado, a hipotermia já toma conta de seu corpo. Ao ser levado para um hospital, descobre-se que há sete anos ele foi declarado morto. 
Seu assassinato foi creditado ao serial killer Jurek Walter, que foi preso há alguns anos pelo detetive Joona Linna e sentenciado a prisão perpétua em uma ala psiquiátrica. Enquanto investiga o aparecimento desse homem e tenta entender onde ele esteve durante os últimos sete anos, evidências desconhecidas começam a aparecer e influenciar o caso que já estava arquivado.
Com capítulos curtos e ritmo alucinante, O homem de areia é um thriller envolvente sobre os limites da maldade.

“Um dos thrillers mais emocionantes dos últimos tempos.” — Sunday Times


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Livro ‘Número Zero’ de Umberto Eco e o fenômeno do mau uso do jornalismo

quarta-feira, janeiro 30, 2019

Hoje falarei sobre o livro Número Zero de Uberto Eco. Sou meio suspeito, pois acho ele incrível em suas narrativas usando muita semiótica nos discursos de seus textos. Então bora lá.
O livro descreve bem fenômeno mundial do mau uso do jornalismo, seu sensacionalismo e até o fakenews, ou seja, a carapuça serve para muita gente da imprensa.

Dentro da trama é debatido produzir acusações sem provas, para que certas pessoas se sintam intimidadas, mas não consigam processar o jornal por difamação. Claro que sem mentir, mas distorcendo a realidade.
O jornal Amanhã descrito na história é um jornal experimental que nunca sairá nas ruas, seu único interesse é intimidar os poderosos, ou seja, políticos e banqueiros da Itália. Apenas dois personagens da trama sabem, Colonna e Simei.

Um fato curioso é a questão do ano onde se passa a história, 1992. Aí eu digo o poder da semiótica. Neste ano aconteceu em Milão a Operação Mãos Limpas, que visava esclarecer casos de corrupção durante a década de 1990 na sequência do escândalo do Banco Ambrosiano, revelado em 1982, que implicava a Máfia, o Banco do Vaticano e a loja maçônica P2.

Com apenas 240 páginas o livro prende sua atenção. Eu particularmente achei que bateu um cansaço quando em certa parte do livro faz menção a uma possível teoria da conspiração por ser muito extensa. Nessa teoria, o homem fuzilado e pendurado pelos pés em Milão no final da Segunda Guerra Mundial não seria o líder fascista Benito Mussolini, mas um sósia. Mas logo volta ao normal dando continuidade ao romance e sua narrativa. Por isso é bom ficar ligado em todos os detalhes.

Umberto Eco em o Número Zero descreve muito bem uma sociedade, seus mecanismos de controle e a persuasão realizada para que determinados grupo permaneçam no tão aclamado poder. Realmente precisamos pensar em tudo que estamos e lendo. Afinal, tudo precisa ter um significado e nada é por acaso.


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Ilha do Tamanduá: Ela precisa ser visitada e o mais importante; PRESERVADA

terça-feira, janeiro 15, 2019

Ilha do Tamanduá: Ela precisa ser visitada e o mais importante; PRESERVADA. Isso mesmo; repito essa frase pois presenciei as belezas naturais e o sossego que a ilha tem. No entanto, também percebi pessoas sem preocupação com a natureza e ao visitar a ilha, não recolhem seus lixos. 

Mas vou falar como foi minha experiência em conhecer a Ilha do Tamanduá. Foi show de bola, o Caribe Caraguatatubense. Durante o verão são realizados passeios de barco para ilha. Fui pela praia da Coconha, localizada na região norte da cidade, no bairro Massaguaçu. Afinal, conheço alguns pescadores lá. Eu fui conhecer a ilha junto com alguns membros da minha família. Fiz minha vó andar de barco pela primeira vez, kkkk, ainda bem que ela gostou. Ah, e no caminho conhecemos a criação de mariscos, próximo à Ilha da Cocanha.
Criação de Mariscos 
Apenas dois lados da Ilha do Tamnduá dão acesso a um restaurante e outro em um quiosque, ambos com praia. Mas você também pode levar sua água, lanches leves, nada de macarronada, protetor solar e repelente. Já os outros lados são formados por pedras e plantas nativas, lindas por sinal.

A ilha do Tamanduá tem água cristalina e não muito salgada. Um ambiente para quem gosta de ler um bom livro, fugir da rotina e pensar nas belezas da nossa natureza. Onde eu fiquei, conheci uma família caiçara, tradicional de pescadores, onde já havia morador desde a década de 50. O nome da família não vou falar, deixo para vocês descobrirem quando visitarem a ilha.  


Lá tem água potável de uma nascente também e várias placas sinalizando a importância de preservar a natureza da ilha levando seu lixo. Ultimamente alguns turistas querem fazer churrasco na ilha, outros ficam e jogam seus lixos e não recolhem, o que gera grande problema ambiental. Infelizmente vi a raiz de uma árvore cortada e queimada porque algumas pessoas sem consciência queriam fazer churrasco.  Sem comentários não é mesmo gente?

Poxa, a Ilha pode ser visitada, mas leve seu lixo de volta, foi você que produziu ele durante seu passeio. Me fez lembrar de um post que todo ano repito - Não tenho culpa se eu moro onde você passa suas férias. Não prejudique o mar, seus animais marinhos e sua fauna. Desfrute dela com consciência.
Preservar a natureza é obrigação de todos. 
E você, já conhece a ilha do Tamanduá?