quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O hábito de leitura começa em casa

quinta-feira, setembro 13, 2018

O hábito de leitura começa em casa. Muitos podem questionar isso, mas ler vem de berço. Considero a leitura uma tradição que é passada de geração em geração; e assim formando novos leitores. Hoje em dia muitos jovens continuam amantes de bons livros, eu já não sou tão jovem, mas amo um papel e aquele cheiro de livro, sem dizer do cheiro de jornal, mas já seria um outro texto.

O fato é: Gosto de ler porque minha mãe é leitora, ou seja, criei esse hábito de leitura em casa. Tive incentivo da minha mãe e posteriormente de outros professores.  Depois que você pega gosto pela coisa, já era, a leitura se torna parte de você. Se ficar um dia sem ler é como se faltasse algo naquele dia.

Vejo a importância de pais e professores que tem contato com crianças que muitas vezes não tem o privilégio de ler, sendo ajudadas. Os benefícios da leitura? São inúmeros benefícios. Claro, você enxerga o mundo com outros olhos, se torna crítico muitas vezes, mas uma coisa é certa; você viaja, entra em outro mundo, quando faz uma boa leitura.

Pais, não deixem a tecnologia consumir seus filhos. Incentive a leitura. Quando dou aula, ou faço alguma palestra, sempre pergunto: Quantos livros vocês leem por mês? Muitos não conseguem responder, afinal, eles não criaram essa rotina de leitura. Ajudem seus filhos a abrirem a mente ao mundo que só eles poderão dar limites, a incrível imaginação. Imaginação essa que só poderá ser alcançada com muita leitura.   

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Resenha: Mil beijos de garoto

terça-feira, setembro 11, 2018

Por Roberta Neve

Mil beijos de garoto: A estreia de Tillie Cole no Brasil, com o livro finalista em 2016 do Goodreads Choice Awards Um beijo dura um instante. Mas mil beijos podem durar uma vida inteira.
Uma menina, Poppy Litchfield de 5 anos, amava ver o sol nascer, olhos verdes, sempre com um lindo laço em sua cabeça, amava sua avó...
Um menino, Rune Kristiansen de 5 anos, um pequeno norueguês que volta para a cidade americana de Blossom Grove, na Georgia. Cabelos loiros longos, olhos azuis como o mar, um pequeno viking...

Tudo começou com a mudança dos Kristiansen, que se tornaram vizinhos dos Litchfields...
Um pequeno garoto de cabelos longos avista uma pequena garota de vestido azul, pulou da janela de seu quarto, limpou as mãos de grama... Chega perto de Rune e lhe estende a mão, um gesto de educação que sua avó lhe passou... A partir daí se tornaram amigos, não, melhores amigos!

Quando Poppy tinha apenas 7 anos de idade, perdeu sua avó, por câncer de pulmão, ela fumava muito e isso lhe causou a morte...
Antes de falecer, a avó de Poppy lhe deu uma espécie de pote, com vários coraçõezinhos, mas, todos vazios... Sua avó disse que os melhores momentos da vida dela, foram os beijos de seu marido, avô de Poppy... Ela proporcionou uma nova aventura a Poppy, ela teria de anotar tos os seus beijos ao longo de sua vida...

Quando Poppy e Rune completaram 15 anos, foram obrigados a se afastarem, o pai de Rune teria de voltar pelo emprego na Noruega. Disseram que não seria eternamente, que poderiam conversar por mensagens ao longo do tempo. Continuava tudo “normal”, na medida do possível, mas, quando completou 1 ano, Poppy desaparece, sem motivo, não o responde mais, não retorna suas ligações...
2 anos se passaram, com 17 anos Rune retornou a Grove, mas, diferente, um “Bad Boy” metido a besta. Espero que tenham gostado!!! Leiam e aproveitem o livro!!!

FICHA TÉCNICA:
Título Original: A Thousand Boy Kisses (Mil Beijos de Garoto).
Autor: Tillie Cole
Capa: Adaptada do projeto original de Hang Le
Páginas: 400
Formato: 13,60 X 20.80 cm
Peso: 0,420 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 02/03/2018
ISBN: 9788542209822
Editora:  Outro Planeta


segunda-feira, 30 de julho de 2018

Livro “Os Dois Fazendeiros é intrigante e envolvente

segunda-feira, julho 30, 2018
Foto: Adriana Bittente/TJM


“Os dois Fazendeiros” é o primeiro livro do escritor nacional, Matheus Zucato. A capa do livro, muito bem desenvolvida pela editora Autografia, chama atenção. Já traz aquela cara de suspense. O livro contém poucas páginas, mas é bem escrito.

No livro é possível resgatar uma cultura, suas lendas, histórias e rixas de pessoas antigas de sua cidade. Me fez dar uma bela viajada ao ler.
Matheus Zucato, na obra “Os Dois Fazendeiros”, conta a história de dois senhores viúvos que habitavam uma pequena cidade em Caminho da Fé, Minas Gerais. Cada um morava em sua fazenda, mas travavam uma guerra interminável sobre quem era o verdadeiro dono das terras do lado sul do local. Até que decidem finalmente uma forma de declarar o vitorioso e encerrar de uma vez por todas essa disputa.
Foto: Adriana Bittente/TJM

Os filhos de ambos desapareceram ainda pequenos nas redondezas, e as crianças sempre acreditaram que algo assombrava ou atormentava as fazendas. A obra é narrada pelos relatos que os homens escreviam, a partir de seus próprios pontos de vista, relatando seus sentimentos e desejos mais profundos, principalmente o de assassinarem um ao outro. Tudo isso traz à trama um forte terror psicológico e leva o leitor a uma atmosfera de intrigas e suspense.

Já o final, kkkk, esse você vai precisar ler para saber, afinal, cada um poderá interpretar a sua maneira, e isso, apenas um bom escritor consegue fazer.

Sobre o autor:

Matheus Zucato Robert, nascido em Santa Bárbara D’Oeste (SP), em 1994, foi criado a vida toda em Monte Sião, no sul mineiro. Leitor assíduo de clássicos da literatura, o autor é inspirado principalmente por autores como Kafka, Saramago, Machado de Assis, Choderlos de Laclos, Poe, Hermann Melville e William Golding. Divide atualmente o tempo cursando Engenharia Hídrica, pela Universidade Federal de Itajubá – MG, e escrevendo livros, dos quais publica seu primeiro: Os Dois Fazendeiros.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Conselho Municipal de Política Cultural de Caraguatatuba elege novo presidente

terça-feira, julho 17, 2018

O jornalista e conselheiro de literatura, Regis Thiago, 31 anos, foi eleito o novo presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Caraguatatuba em uma assembleia que elegeu ainda o secretário, assim como seus suplentes.
Para o presidente a prioridade agora é reunir os conselheiros e realizar uma análise geral sobre a cultura no município, além da capacitação de todos  e fazer um mapeamento dos artistas locais.
“Pretendo representar e dar voz à sociedade civil, trabalhando em conjunto com os conselheiros para realizar melhorias em nossa região”, relevou o eleito.
Junto com Regis Thiago foram eleitos Valdinei Silva (suplente); Alex Murray (secretário geral) e Paulo Messias (suplente).
Para o presidente eleito “este foi um passo de muita importância para os encaminhamentos da cultura de nosso município. Agora muitas coisas irão acontecer. É o momento da classe artística se unir e construir uma política cultural digna”.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Resenha: Livro o Sol na Cabeça traz originalidade na literatura brasileira

quarta-feira, julho 04, 2018

O Sol na Cabeça é o primeiro livro do escritor nacional, Geovani Martins. Seu livro é composto por 13 contos e já foi vendido para mais de oito países, além dos direitos para uma adaptação cinematográfica. A capa alaranjada e páginas amareladas atraem leitores, como sempre digo, não gosto de ler em páginas brancas. Acredito que muitos leitores também não.

O livro me surpreendeu. Estou acostumado a ler obras com uma linguagem, digamos que padronizada, com poucos erros e sem gírias. No entanto, esse livro é totalmente diferente. Geovani traz uma realidade brasileira, a metamorfose da comunicação, uma originalidade da língua, do povo. Me fez lembrar tempos de escola, do futebol com os amigos, como não nos preocupávamos em falar certinho e sim da nossa comunicação fluir em cada grupo, seja com a galera do skt, do futebol, dos nerds e por aí vai. 

É um livro que toca e prende o leitor. Faz você analisar o mundo com outros olhos. Em um de seus textos, intitulado, “Como a Favela me fez Escritor, Geovani diz que a “favela hoje é centro, gira em torno de si, produz cultura e movimenta a economia. O favelado cria e consome como qualquer outra pessoa do planeta”. E em seu livro é possível notar isso, essa realidade. Não importa sua classe, sua origem, todos tem um talento único. Um deles foi encontrado e se destaca como um escritor fenomenal, o nome dele é Geovani Martins. Que venham mais livros e talentos nacionais.

Apresentação

Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades próprias da idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI.
Em “Rolézim”, uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. 

Em “A história do Periquito e do Macaco”, assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo “P” da sigla não era exatamente uma realidade. Em “Estação Padre Miguel”, cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais.

Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade. 

“Geovani pula da oralidade mais rasgada para o português canônico como quem respira. Uma nova língua brasileira chega à literatura com força inédita.” — João Moreira Salles

“Fiquei chapado.” — Chico Buarque

“Se Lima Barreto estivesse vivo, sem dúvida leria com emoção as narrativas deste livro tão necessário em tempos de intolerância, ódio e ignorância.” — Milton Hatoum

"'O sol' vai muito além da 'literatura de favela', seja lá o que isso for, é simplesmente ótima literatura moderna, e ponto. [...] Pequeno grande livro, emoção do início ao fim, bagulho doido." — Nelson Motta

“O livro mais importante da literatura recente.” — Marcelo Rubens Paiva


Ficha Técnica

Título Original: SOL NA CABEÇA, O
Autor: Geovani Martins
Capa: Alceu Chiesorin Nunes
Páginas: 120
Formato: 14.00 X 21.00 cm
Peso: 0.186 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 02/03/2018
ISBN: 9788535930528
Selo: Companhia das Letras



Confira outras resenhas dos livros: Hippie e A Incendiária


segunda-feira, 2 de julho de 2018

Resenha do Livro Hippie de Paulo Coelho: A simplicidade quebra todos os padrões

segunda-feira, julho 02, 2018


A resenha do livro Hippie de Paulo Coelho tem uma capa bem colorida e chamativa. E sem contar, com uma letra boa para leitura e as páginas amarelas que eu me amarro. A obra é um romance autobiográfico de Paulo bem interessante, principalmente nos dias atuais. Ele relembra situações onde o escritor viveu momentos inesquecíveis de sua vida e com pouco dinheiro. E o melhor, em uma geração crescente; os famosos “Hippies”. Movimento que se pregava a paz e uma sociedade alternativa, sem guerras e padrões morais injustas.

Em uma narrativa que prende seu leitor, nos faz pensar que não precisamos consumir tudo que a mídia nos mandam ou seja, seguir um padrão. Aprendemos a valorizar a vida, os momentos e não o dinheiro. Com apenas pouca grana, jovens viajaram pelo mundo no famoso ônibus, ‘Magic Bus’. Muitos deles com famílias bem de vida, assim como Paulo, largaram suas vidas tediosas e pacatas recheadas de hipócritas com dinheiro, para viver aventuras percorrendo o mundo. Entendo situações diferentes que nunca tinham vivido ou presenciado.

Neste livro Hippie, Paulo mostra as descobertas e como já existiam as drogas naquele período, desde haxixe a LSD. Além disso, Paulo fala sobre quando foi preso no período da Ditadura no Brasil entre outros fatores.
E o fato é a frase que termina o livro é “Amor é uma pergunta sem resposta”. Mas você só vai entender se ler o livro. Espero que tenham gostado galera e até a próxima.

Sinopse

Paulo é um jovem que quer ser escritor, deixa os cabelos longos e sai pelo mundo à procura da liberdade e do significado mais profundo da existência. Sua jornada começa com uma viagem pela América do Sul - passando por Machu Picchu, no Peru, Chile e Argentina - até o encontro com Karla, em Amsterdã, quando juntos resolvem ir até o Nepal no Magic Bus. 

No caminho, os companheiros vivem uma extraordinária história de amor, passam por transformações profundas e abraçam novos valores para suas vidas. 
Hippie é o vigésimo livro de Paulo Coelho, o autor mais traduzido em todo o mundo e que vem sendo publicado pela Paralela desde 2016.

“Quem quer aprender deve começar olhando à sua volta.”

Título original: HIPPIE
Autor: Paulo Coelho
Capa: Alceu Chiesorin Nunes
Páginas: 288
Formato: 14.00 X 21.00 cm
Peso: 0.363 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 28/04/2018
ISBN: 9788584391165
Selo: Paralela


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