quarta-feira, 6 de junho de 2018

Resenha: A Incendiária de Stephen King, Um clássico bem atual

quarta-feira, junho 06, 2018

Conforme prometido, hoje é dia de resenha. O livro é o clássico de Stephen King, intitulado “A Incendiária, publicado este ano pela Editora Suma. Nem preciso falar, que assim que recebi me impressionei logo de cara. O livro é capa dura, em alto-relevo e muito bem detalhada nas cores laranja, branco e preto.
Em suas páginas amareladas, contém detalhes nas folhas, como se elas tivessem sido queimadas, o que atrai muito o leitor.

Com relação a narrativa, ela é bem característica de King, longa e bem pensada. Algumas pessoas que eu conheço leram e acharam um pouco mais complicada de finalizar. Eu particularmente, procuro fazer minhas leituras de uma forma diferente. Tento analisar com outros olhos. Leio com a esta pergunta na cabeça, “o que será que o autor quis passar com essa história”?  

Vamos lá. O livro pode ser encarado como uma ficção científica de caráter realista.  Sim, nele é contado uma história de dois universitários que se tornam voluntários para um experimento científico. Ela é comandada pela “Oficina”, uma organização governamental clandestina. Isso me fez refletir sobre quantas organizações dessas possam existir e até pensar na questão das indústrias farmacêuticas e seus testes. 

Os dois tiveram um filha, a Charlie, uma menina pequena e poderosa. A garota Charlie tem poderes que interessam ao governo, pois ela tem um poder muito incrível, o fogo. No entanto, pensei; a mulher, o feminino, também tem um poder atualmente. Ou seja, de ser mulher em uma sociedade machista. Ela cresce a cada dia e ganha mais visibilidade no mercado de trabalho e muitas outras áreas. Personalidades se destacam pela sua rebeldia. Rebeldia leva a liberdade, mas tudo tem um preço. E o livro também mostra isso. Cada escolha, uma renúncia.

E realmente concordo com Grady Henderson em seu posfácio, “Fantasia Paranoica sob Efeito de Speed”, em algumas partes do livro, palavras como “penetrar as defesas dela”, “arrombá-la como um cofre”, dão conotação sexual. Além de ter questões freudianas envolvidas, relacionando sexo e fogo.   Claro que cada leitor irá interpretar do seu jeito, mas esse clássico chamou muito minha atenção. Uma obra da década de 80 bem atual para nossos dias.


Ficha Técnica


Título original: FIRESTARTER
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Capa: Alceu Chiesorin Nunes
Páginas: 450
Formato: 16.20 X 23.80 cm
Peso: 0.788 kg
Acabamento: Capa dura
Lançamento: 06/04/2018
ISBN: 9788556510617

terça-feira, 29 de maio de 2018

Fake News: Pense fora da Casinha e combata as informações falsas

terça-feira, maio 29, 2018

Já ouviu falar no Fake News? Isso mesmo, notícias falsas? Acredito que quase todo mundo tenha se deparado com isso.
As redes sociais são usadas como ferramentas de marketing nos dias atuais, às vezes se tornam uma válvula de escape para desabafos, tendo até outras utilidades, porém ela está cada vez mais sensacionalista. 

É nítido como imagens fortes causam grandes impactos nas pessoas. Não sou muito adepto de apelações para conseguir conquistar audiências e fãs. Além disso é uma precursora de notícias tendenciosas e falsas.  

Isso faz parte na era digital. Mas como saber identificar tais notícias e ainda se manter atualizado?

Leia a matéria

Os criadores de Fake News, ou seja, de conteúdos falsos usam títulos sensacionalistas e bombásticos para chamar sua atenção. Além disso os textos acabam tendo erros ortográficos e fora do padrão da linguagem e de textos jornalísticos.  E para aqueles que vivem apenas na Bolha das Redes Sociais isso é um perigo.   

Conheça o site e o autor

Outro fato é saber se o site é confiável e tem credibilidade. Analise também quem escreveu o conteúdo para saber se realmente é confiável e veja se a matéria é assinada por alguém.  

Olhe a data

A data das postagens também são importantes. Na verdade algumas notícias não são falsas, mas são velhas. Aí para quem vive nas redes sociais é mais fácil compartilhar do que analisar os fatos.

Pense fora da casinha

Isso mesmo. Saia desta bolha das redes sociais. Pense fora da casinha. Quem quer se informar vai atrás de informações verdadeiras. Não fica apenas nas redes sociais compartilhando sem saber a procedência. Vá até a fonte.  

A internet permite isso. Procure em um, dois ou mais sites, jornais, revistas e assim por diante. Forme sua opinião para depois debater certos assuntos. Não seja mais um alienado nesta sociedade.
Espero que tenham gostado destas dicas de hoje galera, afinal, compartilhar notícias falsas pode te trazer muitos problemas.


segunda-feira, 21 de maio de 2018

O prisioneiro da energia elétrica

segunda-feira, maio 21, 2018
Foto:CPqD

Ontem(20), no meu bairro, Cidade Jardim, eu e alguns moradores ficamos sem energia elétrica no período da tarde. Claro que o vento forte foi o principal suspeito de ter ocasionado isso, e faz parte né? São coisas da natureza.
Aí fiquei pensando, em casa não tinha uma vela se quer, ou seja, se a falta de energia durasse mais tempo, como ampararia minha família no escuro da noite? Eu teria que comprar velas na próxima ida ao mercado.

Em pleno domingo, me vi prisioneiro da energia elétrica. Não tinha TV para assistir filmes, nem computador para ver vídeos ou escrever. Ah, e a bateria do celular estava acabando. Será que entrei em desespero? Não muito, kkkkk, mas fiquei pensando, como as pessoas viviam sem luz? Hahaha, nem preciso falar que comecei a ler meu livro, “A incendiária”, do escritor Stephen King, que pelo meu cronograma de leitura estou bem atrasado. 

Aí meu filho me chamou para ficar no quintal. Uai, bora fazer um piquenique lá fora usando a luz natural. Assim poderia unir mais minha família em uma atividade. Depois disso, almoçamos uma macarronada top, feita pela minha digníssima esposa.

A luz voltou. E isso me fez refletir sobre esse assunto. Se eu estou me sentindo um prisioneiro da energia elétrica, imagina as outras pessoas? Como será que elas reagiriam a falta de energia elétrica?
Parece bobagem, mas e se acabasse a energia, será que sobreviveríamos sem tv, jogos, notebooks, celulares, banhos quentes no chuveiro?

Um pouco dramático vai. Mas como a sociedade reagiria ao digamos, retrocesso? Acredito que os livros de história ajudariam bastante a nova geração que não sabe nem usar os fósforos para acender o fogão. Kkk.  

Energia no Brasil – Site CEMIG (1879) – Dom Pedro II concedeu a Thomaz Alva Edison o privilégio de introduzir no país aparelhos e processos de sua invenção destinados à utilização da eletricidade na iluminação pública. Foi inaugurada na Estação Central da Estrada de Ferro Dom Pedro II, atual Central do Brasil, a primeira instalação de iluminação elétrica permanente.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: Sonho ou Realidade?

quinta-feira, maio 03, 2018

No post de hoje falarei sobre o dia mundial da LIBERDADE de IMPRENSA. Alguns repórteres que conversei me disseram que isso é uma utopia, outros já disseram que com a internet isso é possível.
Essa é uma dúvida bem cruel não é mesmo?

O dia 3 de maio é um dia de reflexão, um dia onde não pode ser esquecido. Afinal, no passado, jornalistas e militantes morreram em prol da liberdade de expressão. Claro que toda liberdade acarreta responsabilidade, e quem escreve, sabe disso.

Em muitos países do mundo, as publicações são censuradas, multadas, suspensas e encerradas, da mesma forma que jornalistas, redatores e editores são perseguidos, atacados, detidos e até assassinados. 

No Brasil não é muito diferente. Segundo a pesquisa anual da ONG Repórteres Sem Fronteiras, o Brasil vive um momento delicado para a prática do jornalismo. 
Nem precisamos falar muito né?
Fiz um breve levantamento:





No período da minha faculdade, fiz uma pesquisa sobre a imprensa. Procurei resgatar e analisar alguns aspectos da história social da imprensa brasileira, investigar sua importância na comunicação por intermédio dos jornais alternativos e a utilização no período de repressão pelos movimentos de oposição. Como ferramenta de liberdade de expressão, mostrando a realidade de 1976 a 1981. 

Das várias correntes de resistência ao Estado da época, analisaremos em especial o Movimento Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo (MOSMSP), pois, vivíamos sob ditadura militar que, com autoritarismo impunha leis e regras. Com censura na grande imprensa, as notícias eram rigorosamente fiscalizadas e só eram publicadas as informações favoráveis ao governo.
O espaço determinado da minha pesquisa foi entre 1976 a 1981em função do período de circulação do jornal alternativo Luta Sindical.

Este jornal foi lançado em 30 de janeiro de 1976, circulou bimestralmente até meados de 1980 e, após esse ano, tornou-se edição mensal.


Existiram vários outros jornais no passado, com vários artistas, escritores, jornalistas e intelectuais. Hoje as coisas mudaram? Temos a tão sonhada liberdade de imprensa ou é só uma utopia? Ou apenas há uma falsa liberdade? Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: Sonho ou Realidade?

terça-feira, 1 de maio de 2018

Livro 308 Nanocontos: Reflexão para todos os momentos da vida!

terça-feira, maio 01, 2018



Na resenha de hoje, farei minha observação ao livro 308 Nanocontos, do autor Renato Benvindo Frata. A obra foi lançada em 2017 pela editora Autografia, onde reúne 308 pequenas frases com até cem caracteres cada uma, sem contar os títulos que são opcionais, sobre diversos assuntos cotidianos e da atualidade.

A capa do livro é bem criativa e interessante, principalmente com o simbologia do infinito. A leitura é fácil, com páginas amareladas que eu amo. Além disso, as letras são grandes e com um design bem leve.

Mesmo parecendo fácil para ler, é um livro bem divertido e reflexivo. É preciso pensar para entender. Faz críticas, elogios, ou seja, mexe com as emoções do seu leitor. Afinal, cada um irá se identificar com cada trecho.

Separei uma das reflexões para você entender mais como é o livro:
 “Obviedade
Não seríamos escravos se o relógio não tivesse nos atrelado ao tempo.”

Ao ler o livro, lembrei do twitter, onde temos que escrever com poucos caracteres. Os 308 Nanocontos é bem neste estilo.
Quem for ler o livro vai gostar.


Sinopse:

Livro composto por 308 nanocontos compostos com até 100 caracteres (contando-se as letras, espaços e pontuação), mas se desprezando os títulos não são necessários nesse tipo de literatura. Os nanos (do grego nánnos, “excessiva pequenez”) são textos anões, enxutos, mas com princípio, meio e fim; e buscam a atenção do leitor para envolvê-lo no contexto. 
Cabe, pois, ao leitor, a imersão ao conteúdo para que encontre a intensão do autor ao formulá-los. Um exercício de síntese para se brincar à vontade. Por que 308? O número 8 da capa se encontra na posição horizontal e simboliza o infinito, a eternidade; e a miscelânea dos temas mostra, sem a preocupação de continuidade, a liberdade quando focam diversos assuntos do cotidiano. 

Autor: Renato Benvindo Frata
Páginas: 168
Edição: 1
Ano Edição: 2017
Editora: Autografia


Confira a última resenha aqui no blog

sexta-feira, 27 de abril de 2018

"Uma noiva para Noah", um livro que me surpreendeu

sexta-feira, abril 27, 2018

Uma noiva para Noah, um livro que me surpreendeu. Sim, me fez entrar na história. O romance foi escrito pela talentosa Cássia Carducci e publicado pela editora Autografia. Vamos lá entender mais a minha surpresa.

Primeiro, eu não tenho costume de ler romance. Segundo, os romances que já li, sempre achei sem sal.  No entanto, aceitei o desafio para mudar um pouco o foco de minhas leituras. Rs. E para minha surpresa, fiquei encantado com a narrativa. A capa do livro chamou minha atenção. Na capa mostra apenas a mão do noivo e não aparece o rosto da noiva. Isso me deixou curioso.

As páginas e as letras estavam da maneira que eu gosto, fáceis de ler e amareladas. Além disso, me amarrei na história (essa você pode ver na sinopse do livro). Outro detalhe é a narrativa, uma linguagem falada, do dia-a-dia, facilitando ao seu receptor. Fazendo a mensagem chegar até ele sem ruídos.

O fato é, a história é muito real. Cássia Carducci fez uma história onde envolve amigos, negócios, família e seus segredos. E isso, todas as famílias tem. 
Disputas entre os primos, segredos entre irmãos, relacionamentos, histórias, enfim, o livro me prendeu.  

Lembrei de algumas histórias que já tive com amigos, momentos que presenciei em algumas famílias e por aí vai.  Mas, quem somos nós para julgarmos as escolhas das pessoas não é mesmo?
Dentre os conflitos familiares e uma explosão de sentimentos, “Uma noiva para Noah” também mostra que chega um certo tempo na vida onde precisamos fazer escolhas sérias e vivermos nossa vida. 

Não podemos querer agradar fulano se estamos deixando de ser nós mesmos. Algumas loucuras acabam dando certo, mas outras não. Aí a infelicidade pode imperar e esse é o perigo.
Uma noiva para Noah eu recomendo e aguardo os próximos livros da escritora, que ganhou meu respeito e conquistou mais um leitor.

Sinopse: Noah Mehmet, um designer de joias charmoso e inconsequente, precisa provar para sua família que ele cresceu e pode assumir responsabilidades. Georgia Santos, uma atriz desempregada que quer resolver sua vida antes que as contas atrasem por mais um mês. Um acordo que pode ter consequências desastrosas, mas é a última chance dos dois. O que será de Gê e Noah se as máscaras caírem? E se, por um acaso do destino, a mentira se tornar uma grande verdade?
Página: 290 páginas
Editora: Autografia; Edição: 1ª (1 de janeiro de 2017)
Idioma: Português
Dimensões do produto: 23 x 16 x 1 cm
Valor: R$35,00

Confira no blog outras resenhas também da editora Autografia: “Os contos de New Locked City”  e “Jornada Ao PresságioVermelho”.




segunda-feira, 23 de abril de 2018

Jornal do Massaguaçu - Um sonho realizado

segunda-feira, abril 23, 2018
Olá pessoal! Começo esse post com um trecho de uma música que não resume totalmente o Régis, mas quando ouvia alguns trechos só lembrava dele...

Ele é um tapa na cara
De quem duvidou
Vários quando viu não acreditou
Enquanto você se queixava
O mano estudou
E agora tem o seu valor

Vocês lendo isso e perguntam: "o que isso tem a ver com o título do post?" E eu respondo: Tudo.

O Régis sempre correu atrás daquilo que ele acreditava e muitos não acreditaram nele, até as pessoas próximas que você acha que poderiam estar apoiando mas por trás falavam que é loucura, que a pessoa nunca vai conseguir. É pessoal sinto dizer que ele conseguiu, realizou o sonho de ter um jornal. 

Hoje apresento pra vocês o Jornal do Massaguaçu!


Há um tempo atrás o Régis veio me falar da vontade de ter um jornal impresso além do blog. Ele sempre se dedicou ao blog, mas queria algo mais, queria levar conteúdo para mais pessoas.
As pessoas podem pensar que o jornal impresso vai acabar, mas eu ainda acho que ele terá vida longa, pois muitas pessoas ainda preferem ler o impresso, eu mesma não consigo ler um livro na tela do computador, tem que ser impresso.

Pensando nas pessoas amantes do jornal impresso, Régis começou a trabalhar nessa ideia, foi atrás de parceiros e lançou o primeiro exemplar do Jornal do Massaguaçu exaltando a Cultura Caiçara.


Para ler a primeira edição você pode clicar na imagem que ficará fixa na lateral do blog ou pode clicar na imagem abaixo:


Gostaria de parabenizar o Régis por essa empreita! Primo eu sempre soube que tu ia conseguir o que tu almejava.


Espero que tenham gostado do post!
Beijos



sábado, 24 de março de 2018

O Ouro líquido da humanidade precisa ser preservado

sábado, março 24, 2018


É assim que penso. Á água está cada vez mais escassa no mundo. E com o tempo ela realmente está virando o ouro líquido da humanidade.  Na última quinta-feira (22) foi comemorado o dia mundial da água. Aqui no litoral norte sei que o Instituto SUPERECO faz um trabalho bem bacana. Bora lá conhecer mais um pouco.

O Instituto Supereco está mostrando todo o trabalho desenvolvido no litoral norte por meio projeto Tecendo as Águas, patrocinado pela Petrobras por meio do programa Petrobras Sócio Ambiental, no Fórum Mundial das Águas, em Brasília (DF).

É importante destacar, que além da Petrobras, o Projeto conta com uma rede de parceiros, entre eles Instituto Educa Brasil, Prefeitura de Caraguatatuba, Prefeitura de São Sebastião, Refresh Brazil, Organização Brasileira das Mulheres Empresárias (OBME), centro de Educação Ambiental de Guarulhos (CEAG), Comitê de Bacia Hidrográfica do Litoral Norte (CBH-LN), Instituto Trata Brasil, Associação Sebastianense de Promoção Social (ASPS) e Diretoria Regional de Ensino.

O “Tecendo” foi escolhido entre projetos sociais de todo Brasil como um “case de modelo de projetos  socioambientais”, em mobilização e protagonismo comunitário.

São quatro objetivos:

- Sensibilizar as lideranças comunitárias na área de abrangência do “Roteiro Caminho das Águas” com ênfase na conservação dos recursos hídricos e naturais, turismo sustentável, gestão integrada e destinação adequada dos resíduos, preservação da biodiversidade e do patrimônio histórico cultural; 

- Desenvolver um Programa de Formação Continuada com a comunidade pesqueira para das lideranças relacionadas à pesca, artesanato, gastronomia, comércio e turismo sustentável na Bacia do Rio São Francisco, em São Sebastião; 

- Implantar um sítio escola, que seja uma referência em educação e difusão de boas práticas agroecológicas, ecoeficiência e conservação de recursos hídricos na Bacia do Rio Juqueriquerê, em Caraguatatuba; 

- Fomentar o protagonismo juvenil e comunitário usando temas socioambientais e culturais pela educação ambiental, por meio da oficina de educomunicação, com os alunos da Escola Estadual Nair Ferreira Neves, em São Sebastião, que propõe a formação de jornalistas mirins que poderão colocar em destaque as ações do bairro, e do trabalho de apoio a projetos de sustentabilidade, com os projetos sociais mantidos pela Associação Sebastianense de Promoção Social (ASPS); 

A proposta do Projeto é trabalhar a questão da água como um direito humano essencial. O “Tecendo” trabalha no sentido de unir a água no campo da educação, agricultura, saúde, questões sociais, da comunicação, educomunicação, pensando justamente,  como as pessoas podem estar fortalecendo as instâncias ondem participam e também o território como um todo. As mudanças acontecem a partir das boas práticas. 

Divulgação/Facebook
É preciso despertar na comunidade, em nossos atores locais, a capacidade o potencial que uma região tem de promover uma mudança local conectada com as questões ambientais globais. E é isso que o Tecendo as Águas faz. Ele olha a água como na perspectiva de uma bacia hidrográfica que não tem fronteira, e sim um curso, uma diretriz principal. Os afluentes são todas as ações positivas.
A água precisa ter verdadeiro sentido na vida das pessoas. A questão é muito mais profunda do que pedir para fechar a torneira. É necessário criar um significado nas questões ambientais.

A própria cobrança da água pode ser um grande norteador para os planos governamentais na área da educação, no próprio setor produtivo ou no comercial. É necessário rever o conceito, a forma de produção, o que representa para a sociedade, e não só para um indivíduo ou um segmento produtivo.

Conforme explica a coordenadora geral do projeto “Tecendo as Águas”, Andrée de Ridder Vieira, “aquilo que pode ser um desafio ou uma fragilidade, que é a cobrança pelo uso da água pode se tornar uma grande oportunidade de dar um grande valor para esse bem social. E não é o valor econômico, mas de significado, de propósito. Isso passa pela transformação individual ou coletiva. Seja na política pública ou no pedaço de cada um, dentro de casa, no espaço de lazer, no trabalho, na cidade como um todo. Quando a gente observa que as pessoas continuam discutindo a água como uma propriedade, de novo não estamos atingindo a raiz do problema. Dessa forma, cria-se muito mais uma possibilidade econômica do que o processo de transformação societária que precisamos ter”.

Assim, no Dia Mundial da Água o Tecendo as Águas está mostrando o litoral norte para o mundo, mostrando que conscientização e preservação precisam andar de mãos dadas.