quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Resenha: A volta ao mundo em 80 dias de Júlio Verne

quarta-feira, janeiro 15, 2020

A volta ao mundo em 80 dias de Júlio Verne foi minha primeira leitura no ano de 2020. Esse livro, publicado pela editora Pricpis me fez refletir sobre o que o escritor Leandro Karnal publicou no Caderno 2, do jornal Estado de São Paulo, no dia de hoje(15). Seu artigo intitulado ‘Ler e viver’ tem uma parte muito interessante que diz, “Ler é atingir maioridade intelectual. Ler traz idéias, contesta versões, estimula autonomia. Ler retira da zona de conforto e provoca disrupturas existenciais. Ler é um passo na direção do infinito e um caminho sem volta na busca de si e de sentido. Se você quer total tranqüilidade e senso comum dominante, evite livros, fuja de bibliotecas e afaste seu filho do livro e do perigo de pensar. Ele será um adulto opaco, cinzento, acomodado, dirá coisas comuns e terminará a vida tranquilo, gravando áudios no celular esperando seu documento ser feito. É preciso ter esperança e alguma leitura”.

A volta ao mundo em 80 dias me fez viajar, ter novas idéias e entender uma narrativa de época. Estava bem empolgado, mas um tio me contou o final, pois ele tinha assistido ao filme. Fiquei bem puto com o Spoiler, mas não desisti de ler essa obra aventureira e com uma pitada de suspense. No livro, ocorre uma aposta em um clube e Mrs. Fogg aceita o desafio. Por isso ele precisa percorrer o mundo e voltar a Inglaterra em 80 dias. Não vou dar spoiler, podem ficar sossegados, mas a narrativa me prendeu do início ao fim. Também me fez contestar algumas situações que você saberá apenas depois que ler o livro, por exemplo, o amor ao próximo e atitudes dos personagens. Eu conheci o mundo nessa aventura e acredito que ao ler você também irá viajar e embarcar nessa aventura. Realmente é preciso ter esperança e alguma leitura. Então, qual livro você está lendo?

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Os livros que li em 2019

terça-feira, janeiro 07, 2020
O ano de 2019 foi uma loucura pra mim principalmente com o Jornal Massaguaçu e o site MassaguaNews. Praticamente fiquei sem postar muita coisa no blog, no entanto, não posso parar. Neste ano pretendo continuar focado com os objetivos, afinal, ler e escrever faz parte de mim.  Minha meta o ano passado foi de ler 12 livros durante o ano, mas consegui ler 15. Muitos que eu conheço leem até mais obras, mas consegui meu objetivo mesmo com meu trabalho. Vou postar os livros que li pela ordem. Alguns eu fiz resenha outros não. 

Livros de 2019: 

Número Zero – Umberto Eco (Ed. Record)

O romance que é um verdadeiro manual do mau jornalismo e dos tempos atuais Um grupo de redatores, reunido ao acaso, prepara um jornal. Não se trata de um jornal informativo; seu objetivo é chantagear, difamar, prestar serviços duvidosos a seu editor. Um redator paranóico, vagando por uma Milão alucinada (ou alucinado numa Milão normal), reconstitui cinquenta anos de história sobre um cenário diabólico, que gira em torno do cadáver putrefato de um pseudo-Mussolini. Nas sombras, a Gladio, a loja maçônica P2, o assassinato do papa João Paulo I, o golpe de Estado de Junio Valerio Borghese, a CIA, os terroristas vermelhos manobrados pelos serviços secretos, vinte anos de atentados e cortinas de fumaça ― um conjunto de fatos inexplicáveis que parecem inventados, até um documentário da BBC mostrar que são verídicos, ou que pelo menos estão sendo confessados por seus autores. Um perfeito manual do mau jornalismo que o leitor percorre sem saber se foi inventado ou simplesmente gravado ao vivo. Uma história que se passa em 1992, na qual se prefiguram tantos mistérios e tantas loucuras dos vinte anos seguintes. Uma aventura amarga e grotesca que se desenrola na Europa do fim da Segunda Guerra até os dias de hoje.

O Homem de Areia – Lars Kpler (Ed. Alfaguara)

Em uma noite extremamente fria em Estocolmo, um homem aparece sozinho e
desnorteado em uma ponte. Quando ele é encontrado, a hipotermia já toma conta de seu corpo. Ao ser levado para um hospital, descobre-se que há sete anos ele foi declarado morto.
Seu assassinato foi creditado ao serial killer Jurek Walter, que foi preso há alguns anos pelo detetive Joona Linna e sentenciado a prisão perpétua em uma ala psiquiátrica. Enquanto investiga o aparecimento desse homem e tenta entender onde ele esteve durante os últimos sete anos, evidências desconhecidas começam a aparecer e influenciar o caso que já estava arquivado.
Com capítulos curtos e ritmo alucinante, O homem de areia é um thriller envolvente sobre os limites da maldade.

"Um dos thrillers mais emocionantes dos últimos tempos." – Sunday Times


A pequena caixa de Gwendy – Stephen king e Richard Chizmar (Ed. Summa)

Viaje de volta a Castle Rock nesta história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor premiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A zona morta, e deu origem à série de TV da Hulu.
Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco.
Certo dia, um estranho a chama do alto: "Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu". Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado.
Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.

Ritmo Louco – Zadie Smith (Ed. Companhia das Letras)

Duas garotas de ascendência negra sonham em ser dançarinas ― mas apenas
uma delas, Tracey, tem talento. A outra, a narradora, tem ideias: sobre ritmo e identidade, sobre música e raça, sobre o que torna uma pessoa verdadeiramente livre. É uma amizade próxima, mas complicada, que termina abruptamente por volta dos vinte e poucos anos, para nunca mais ser revisitada, mas também nunca esquecida.
Ritmo louco começa com a narradora voltando a Londres após ser demitida de seu emprego como assistente pessoal de uma cantora pop mundialmente famosa. Ao perambular pela cidade, a história do passado vai sendo revelada ― e Tracey tem papel fundamental nela. Alternando entre estes dois tempos, o do presente e os anos 1980 e 1990, Zadie Smith cria um brilhante romance de formação que coloca em movimento reflexões profundas e atuais sobre cor, raça, gênero e, sobretudo, pertencimento.


Sherlock Holmes: Um estudo em vermelho – Arthur Conan Doyle (Ed. Princips)

Sherlock Holmes é um detetive britânico enigmático e pedante do final do século XIX e início do século XX. Ele utiliza a metodologia científica e a lógica dedutiva para solucionar seus casos e conta com a ajuda de seu fiel amigo e parceiro Dr. Watson. 

Em Um estudo em vermelho Holmes é chamado para solucionar o caso de um homem que foi encontrado morto, com uma expressão de terror, mas que não apresenta ferimentos, apenas manchas de sangue pelo corpo. Uma amizade improvável. Um crime aparentemente sem pistas. Tudo começa em Um Estudo em Vermelho...




Sherlock Holmes: O signo dos quatro – Arthur Conan Doyle (Ed. Princips)

Sherlock Holmes é um detetive britânico enigmático e pedante do final do século
XIX e início do século XX. 
Ele utiliza a metodologia científica e a lógica dedutiva para solucionar seus casos e conta com a ajuda de seu fiel amigo e parceiro Dr. Watson. 

Em O signo dos quatro Holmes é procurado por Mary Morstan para descobrir o que aconteceu com seu pai que morreu há dez anos. Um romance... 

Sim! Um romance entre o observador dr. Watson e o brilhante detetive Sherlock Holmes.



Diário do Oriente – Simone Bica (Ed. Autografia)



Esta obra fala de fatos verídicos vivenciados diariamente em um continente cheio de conflitos e guerra mas que com bons relacionamentos políticos, conserva alguns país em estado Pacífico.


Nos faz entender o que é ser árabe, ser mulçumano ser humano na riqueza da palavra humano recebendo todos com hospitalidade amor, carinho afeto e nos permitindo fazer parte e me arrisco a dizer fazer nos sentirmos árabe de coração.



Assassinato no Expresso Oriente – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Uma gélida noite de inverno. Logo depois da meia-noite, um banco de neve
obriga o luxuoso Expresso Oriente a interromper sua viagem de Istambul a Paris e a ficar parado no meio do nada. O trem está surpreendentemente lotado para essa época do ano. 

Ao amanhecer, um ricaço americano é encontrado morto em sua cabine com várias facadas no peito. Coincidentemente, Hercule Poirot é um dos viajantes e conduzirá uma de suas mais difíceis investigações nos vagões isolados no meio da neve...No mundo todo, Assassinato no Expresso Oriente é uma das histórias mais conhecidas e amadas de Agatha Christie, a Rainha do Crime – agora em nova adaptação em quadrinhos, para deleite de fãs de todas as idades.

Cai o Pano – O último caso de Poirot – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

A convite de Poirot, o capitão Hastings retorna ao local da primeira investigação de ambos: a mansão Styles. O tempo passou: o detetive belga envelheceu e está em uma cadeira de rodas; já a antiga mansão foi reduzida a uma mera hospedaria. A visita, porém, se revela mais que um reencontro entre velhos amigos. O instinto de Poirot, ainda afiado, lhe diz que entre os hóspedes há um assassino. E ele precisa que Hastings o ajude a identificá-lo antes que haja mais uma vítima – e antes que seu tempo acabe. Escrito na década de 40, mas mantido em um cofre até sua publicação em 1975 (um ano antes da morte de Christie), Cai o pano é a última investigação de Hercule Poirot. Neste romance, considerado um de seus melhores, a Rainha do Crime concebe uma arrebatadora despedida ao seu maior e mais querido personagem.

O misterioso caso de Styles – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Quatro anos após Agatha Christie escrever O misterioso caso de Styles, seu
primeiro livro, e após a recusa de vários editores, John Lane decide publicar seu livro, mas com uma ressalva: que ela reescrevesse o capítulo onde toda trama é revelada por Poirot. No original a revelação se dá num tribunal, e na alteração solicitada por Lane, a
 revelação é feita na sala de estar da propriedade de Styles Court. Sem saber John Lane fundava aí um dos maiores lugares-comuns do romance policial. A engenhosidade e astúcia de Agatha Christie são assombrosas, com uma narrativa fluída e envolvente ela apresenta uma história instigante: a partir da morte da matriarca de Styles Court se desenrola uma complexa trama, suicídio ou envenenamento? Quem teria interesse em assassinar Mrs. Emily Inglethorp? Como juntar este desconexo quebra cabeças de provas e evidências? Através da narrativa de Mr Hastings, vamos nos aproximando das personagens desta misteriosa intriga: o estranho Alfred Inglethorp esposo de Mrs. Inglethorp e principal suspeito do crime, John e Laurence Cavendish, filhos de Mrs. Inglethorp, Mary Cavendish esposa de John, Evelyn Howard, governanta da casa, e Cynthia Murdoch, protegida de Mrs. Inglethorp, são os moradores da casa e cada um deles tem algo a esconder. O Misterioso Caso de Styles é o primeiro livro de Agatha Christie e com ele a autora mostra por que é uma das grandes mestres do romance policial do século XX.

O que eu aprendi com Hamelet – Leandro Karnal (Ed. Leya)

Cada capítulo de O que aprendi com Hamlet descreve um ato da tragédia e, como esta, lança um olhar original sobre a espécie humana e a sociedade – daquele tempo e de hoje: o mundo de Shakespeare e dos autores e leitores, a dificuldade em se diluir no mundo, as duplicidades afetivas (“eu te amo e te odeio”), os impulsos e as violências, o sentido e a consciência de vida (ser ou não ser?), as tramas do poder e as contradições de todos nós – heróis com traços de vilania.  

E, como última lição, reelabora nossos mundos e nossas concepções sobre o que somos, o que não devemos ser e aquilo a que aspiramos ser.



O assassinato de Roger Ackroyd – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Uma misteriosa sequência de três crimes. Uma velha senhora desconfiada. Um
famoso detetive belga de férias, procurando alguma emoção. Este é o ponto de partida de O assassinato de Roger Ackroyd, um dos mais famosos romances policiais de Agatha Christie, em que está presente seu estilo inconfundível de promover uma verdadeira ciranda de suspeitos, em que o leitor é envolvido e para a qual ele é convidado a usar toda a sua inteligência e perspicácia. Em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana – objeto raro de sua coleção particular – no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. A morte do fidalgo industrial é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes iniciada a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio. Os três crimes em série chamam a atenção da velha Caroline Sheppard, irmã do Dr. Sheppard, médico da cidade e narrador da história. Suspeitando de que haja uma relação entre as mortes, dada a proximidade de Miss Ferrars com o também viúvo Roger Ackroyd, Caroline pede a ajuda do então aposentado detetive belga Hercule Poirot, que passava suas merecidas férias na vila. Ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e uma carta reveladora deixada por Miss Ferrars compõe o cenário desta surpreendente trama, cujo transcorrer elenca novos suspeitos a todo instante, exigindo a habitual perspicácia do detetive Poirot em seu retorno ao mundo das investigações. 

Morte no Nilo – Agatha Cristhie (Ed. Folha)

Bela, rica e inteligente, a jovem herdeira Linnet Ridgeway parece conseguir tudo o que quer. No entanto, quando rouba o noivo de sua melhor amiga e se casa com ele sem pensar duas vezes, talvez Linnet esteja indo longe demais... 

Em sua viagem de lua de mel num cruzeiro pelo rio Nilo, no Egito, o casal apaixonado se depara com uma série de antagonistas interessados em sua fortuna e em provocar sua infelicidade. 
Então Linnet é encontrada morta, com um tiro na cabeça. O detetive Hercule Poirot, que por acaso também estava no navio, entra em ação para tentar montar mais esse quebra-cabeça.

O que aprendi sendo xingado na internet – Leonardo Sakamoto (Ed. Leya)

Um manifesto contra o ódio e a favor da tolerância na internet. Um dos
blogueiros mais conhecidos da atualidade, Leonardo Sakamoto divide opiniões sempre apaixonadas. Possui uma legião de seguidores que diariamente acessa seu blog, hospedado no portal UOL, e compartilha seus textos, ao mesmo tempo em que cultivou um sem número de detratores que, com o acirramento das disputas políticas entre direita e esquerda, dedicam-se a xingá-lo, espezinhá-lo e, em casos extremos, ameaçá-lo. O que eu aprendi sendo xingado na internet nasceu da reflexão do autor sobre a facilidade com que se disseminam ódio e boatos na internet. Escrevendo com conhecimento de causa, Sakamoto produz um manifesto a favor da liberdade de opinião e expressão na rede, e disseca os mecanismos que permitem que informações incorretas se espalhem, causando danos irreparáveis. Sobre o autor: Leonardo Sakamoto é paulistano. Jornalista e doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo, cobriu conflitos no Timor Leste, em Angola e no Paquistão e o desrespeito aos direitos humanos no Brasil. Foi professor de jornalismo na ECA-USP (entre 2000 e 2002) e na PUC-SP (desde 2011). É diretor da ONG Repórter Brasil e conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão.

Um corpo na biblioteca – Agatha Cristie (Ed. Folha)

O corpo de uma jovem é encontrado no tapete da biblioteca dos Bantry, às sete da manhã. 

A vítima é uma completa desconhecida e o casal Bantry decide chamar as autoridades para investigar o caso — e também, é claro, Miss Marple, detetive amadora e amiga da sra. Bantry.

Tudo se complica ainda mais quando chega até eles a notícia de outra adolescente morta, carbonizada dentro de um carro incendiado em uma pedreira. Qual será a possível conexão entre os dois incidentes?



Essa foi minha lista, espero que tenham gostado. O que vocês leram no ano passado?


segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A inteligência ficou cega

segunda-feira, setembro 02, 2019

Nos dias atuais somos bombardeados com tantas informações. Não importa se são sensacionalistas ou não. Está tudo em nossas mãos, seja pelo tablet, notebook ou smartphone.  Muitas vezes nos deparamos com notícias onde parece que o que era errado ficou certo e o que era certo ficou errado. Parece que certos valores se perderam. Já teve essa sensação? 

São tantos comunicadores com famosa liberdade a liberdade de expressão. Usam as redes sociais e os novos meios digitais para reproduzir opiniões embasadas ou não, com responsabilidade ou não, mas estão por aí curtindo e compartilhando. No entanto, é nítido ver como algumas pessoas ainda reproduzem ou analisam de forma tão superficial temas que poderiam ser discutidas de uma maneira mais aprofundada. 

Por isso, em uma era onde a inteligência ficou cega, o bom jornalismo deverá prevalecer. Sonho ou realidade? Somente o tempo dirá, mas o bom jornalista precisa continuar seu legado com boas leituras, formando opiniões e gerando o livre debate em uma sociedade democrática. Uma livraria ou uma biblioteca são lugares onde estão as mais diversas opiniões e todas se respeitam. 

Não existe uma sociedade civilizada sem jornalismo independente e de qualidade. O jornalismo ‘espreme sai sangue’ já deu. Jornalista não é linha de produção, dá trabalho escrever bons textos, principalmente os reflexivos. Ser jornalista não é uma tarefa muito fácil. Por mais que a tecnologia tenha facilitado a vida, pensar ainda continua sendo algo que apenas os seres humanos com um certo grau de estudo e leitura podem fazer.   

Caso contrário, se continuar essa febre de curtidas, compartilhamentos e superficialidade, em um futuro próximo, teremos uma sociedade onde pensar será algo de outro mundo, afinal, a inteligência está ficando cada vez mais cega.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Batman precisa salvar Gotham City

terça-feira, agosto 27, 2019

Ilustração: Luck Murídeo
O Brasil anda sendo capa de diversos jornais nacionais e internacionais. Para muitos o país já pode ser considerado como Gotham City. Isso mesmo, um país corrupto e com alto índice de criminalidade, principalmente quando o assunto é meio ambiente.
Segundo divulgado pelo site Info Escola, a Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo. Ocupa cerca de 600 milhões de hectares, cobrindo nove países, sendo mais da metade no território brasileiro. Em território nacional constitui a Amazônia Legal, que inclui os estados do Pará, Amazonas, Roraima, Amapá, Rondônia, Acre e parte dos estados do Maranhão, Mato Grosso e Tocantins. 

No entanto, ela está morrendo. A Amazônia pega fogo com diversos pontos de queimadas, mas infelizmente, nosso Coringa, amado e aclamado por muitos de Gotham City, por ser considerado o mito, o salvador, continua com suas insanidades declaradas nas redes sociais. Faz piadas com assuntos sérios, quer atenção de todos e não consegue mandar nem na própria casa. 

Uma fonte importante de oxigênio e biodiversidades, a floresta Amazônica é destruída. O Batman precisa fazer alguma coisa contra esse vilão, o Coringa. Gotham City é desmoralizada após 8 meses de governo. O Coringa está perdido, um ser que não sabe ser mocinho, afinal, ele sempre foi vilão.
O que vamos fazer? Chamar o Batman, Lanterna Verde ou a Liga da Justiça? Não sei dizer, mas Gotham City precisa ser salva das mãos do Coringa. O importante é ter esperança. 

Charleco
Semioticamente Falando

terça-feira, 4 de junho de 2019

‘Legalize já – Amizade nunca Morre’ retrata família, amizade, sonhos e preconceitos típicos da sociedade brasileira

terça-feira, junho 04, 2019
Foto: Facebook/PlanetHemp-Divulgação

‘Legalize já – Amizade nunca Morre’ e a vida em preto e branco


‘Legalize já – Amizade nunca Morre' estreou ontem no canal Telecine Premium. Mostrou com todos os detalhes o potencial e crescimento do cinema nacional, usando cores dessaturadas, uma bela fotografia, atores e roteiro. O longa metragem conta a história de como foi formada a banda Planet Hemp e a amizade de Skunk e Marcelo D2.
O filme mostra um mundo sem cores, rodeados de preconceitos raciais, econômicos entre outros fatores importantes da sociedade brasileira, a Aids. Algo que me chamou atenção, além da fotografia do filme, foram outros temas abordados, como aborto, família, e a valorização de uma amizade.  

Além disso, o longa retrata a vida de Skunk e Marcelo, rodeadas de pessoas preconceituosas, onde a opressão para quem fosse de baixa renda fica bem clara. No entanto, após Skunk conhecer Marcelo e nascer a amizade, o amigo mostrou para D2 que através da música eles poderiam dar voz e serem porta-vozes da sociedade oprimida que ambos viviam. 

Um sonho que se tornou realidade para a dupla. Somente quem assistir entenderá quão inteligente e intrigante é o filme. Não seja preconceituoso e rotule filme antes de ver como “de maconheiro”, “só vai falar de drogas” e assim por diante. O filme retrata até mesmo esse seu preconceito. Assista e veja temas do passado sendo debatidos hoje em dia. E meu caro leitor, se você tem um sonho, corre atrás que um dia você conquista!! ‘Legalize já – Amizade nunca Morre’ e nossos sonhos também não. Mais que merecido todas as indicações!!

Sinopse

Skunk (Ícaro Silva) é um jovem músico, revoltado com a opressão e o preconceito diários sofrido pelas comunidades de baixa renda, que busca expor sua insatisfação através da música. Um dia, ao fugir da polícia, ele literalmente esbarra em Marcelo (Renato Góes), um vendedor de camisas de bandas de heavy metal. O gosto pelo mesmo estilo musical os aproxima, assim como a habilidade de Marcelo em compor letras de forte cunho social e questionador. Impulsionado por Skunk, ele adentra o universo da música e, juntos, formam a banda Planet Hemp.


                                                        
                                                     Trailer



terça-feira, 28 de maio de 2019

Sherlock Holmes: O Signo dos Quatro

terça-feira, maio 28, 2019
Foto: JC Curtis

O Signo dos Quatro é o segundo livro do Sir Arthur Conan Doyle, publicado pela Principis, selo da Editora Ciranda Cultural.
No início da história é possível notar os métodos estranhos de Sherlock em suas pesquisas e combate a uma possível depressão por não ter nenhum caso para investigar. Ele faz uso de cocaína para não cair no tédio.
Nesta obra, Holmes é procurado por Mary Morstan para descobrir o que aconteceu com seu pai que morreu há dez anos. Mary procurou Sherlock Holmes e deu mais detalhes sobre como tudo começou:
“No dia 4 de maio de 1882, um anúncio apareceu no Times, pedindo o endereço da srta. Mary Morstan e declarando que seria do interesse dela. Não havia nome ou endereço indicado. Na época, eu tinha acabado de entrar na família da sra. Cecil Forrester, na função de governanta. Seguindo seu conselho, publiquei meu endereço na coluna de anúncios.  No mesmo dia, chegou pelo correio uma pequena caixa de papelão endereçada a mim, na qual descobriu conter uma pérola muito grande e lustrosa. Nenhuma palavra foi adicionada. Desde então, todos os anos, por volta da mesma data, sempre aparecia uma caixa similar, contendo uma pérola similar, sem nenhuma pista do remetente. Um especialista declarou que se tratava de uma variedade de valor considerável. Vejam por si mesmos que são muito bonitas – ela abriu a caixa achatada ao falar, e me mostrou seis pérolas mais pelas que já vi”. – Pág. 21.
Nem preciso falar nada, Dr. Watson e Sherlock Holmes fazem uma dupla incrível e já começou com suas perguntas, analises e deduções.  A partir daí a trama começa e não faz você parar de ler. Com um final surpreendente, Sherlock Holmes: O Signo dos Quatro traz muita emoção, dedução e suspense. Para os amantes de um clássico policial, essa é uma boa dica.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Diário do Oriente, um livro com muitas curiosidades

terça-feira, maio 21, 2019

Diário do Oriente – percurso de uma alma beduína, da escritora Simone Bica é um livro muito interessante e cheio de curiosidades, publicado pela editora Autografia.
Um livro gostoso de ler e que me fez viajar enquanto lia. Uma obra com poucas páginas, apenas 116, mas muito rico em questões culturais do Oriente médio. Como diz a própria autora, ‘Que possamos sempre nos permitir voar e chegar aonde nossa alma verdadeiramente quer estar e encontrar-se em paz’. Realmente esta é a sensação que senti ao ler o livro.

Algumas questões eu não conhecia e descobri como é o churrasco na Jordânia e até como é realizado o preparo das carnes, rs, totalmente diferente do churrasco que estamos acostumados no Brasil. Fatores do tipo; um casal se divorciou e nesse relacionamento tiveram um filho do sexo masculino, a criança vai morar com o pai até ter a maior idade e escolher com quem ficar. No caso de ser filha, ela pode ficar com a mãe. Também é relatado no livro como o país é muito, mas muito religioso.
Outro detalhe interessante é com relação as mulheres pintarem as unhas. Elas só fazem isso quando estão menstruadas, período que não fazem suas orações.

Ah, não poderia esquecer de falar também sobre o papel higiênico que estamos acostumados a usar no Brasil, lá até tem, mas muitos usam guardanapo, o mesmo que usam para limpar a boca eles compram e colocam no banheiro. A obra em certo momento, também tem o código QR que te leva para alguns vídeos bem legais e interessantes também.
Enfim, para quem gosta de boas histórias repleta de curiosidades sobre o oriente médio, o livro é uma boa. Para quem for ler, espero que goste e tenha a mesma viagem que eu tive sem sair de casa.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Sherlock Holmes: Um Estudo em Vermelho é uma história que te prende do início ao fim

quinta-feira, maio 09, 2019

Sherlock Holmes conhece dr. Watson

Sherlock Holmes: Um estudo em vermelho foi o primeiro dos quatro livros que li do autor Arthur Conan Doyle, pela Principis, selo da editora Ciranda Cultural. O segundo é o Signo dos Quatro, o terceiro - O Cão de Baskerville e o quarto livro - O Vale do Medo.  
Neste primeiro livro que li, Um Estudo em Vermelho, Sherlock Holmes é chamado para solucionar um caso de um homem que foi encontrado morto, mas que não apresenta ferimentos, apenas manchas de sangue.

Enfim, nem preciso falar nada sobre o livro, a história é muito interessante. Fiquei surpreso, pois o livro inédito foi escrito em 1887, em um revista. Nesta ficção, por mais que pareça real, Holmes é conhecido por solucionar mistérios que outros detetives não conseguem entender, pois ele utiliza a metodologia científica e a lógica dedutiva para solucionar os casos. Também neste livro é onde ele conhece seu fiel amigo e parceiro dr. Watson.
A obra é de fácil leitura e uma boa dica para quem gosta de livros policiais. Leve e com uma narrativa incrível, Um estudo em Vermelho me surpreendeu, no entanto que o li em 3 dias, e não em 7 como geralmente ocorre.
É um livro que te envolve do começo ao fim sem dar tempo de você parar para respirar, os detalhes fazem toda a diferença e faz você estar dentro da história. Assim como Holmes, você vive o caso e aprende a cada vez mais a valorizar que observar as coisas faz toda a diferença. Como eu diria aos meus amigos de faculdade, Semioticamente falando, você precisa apenas estar atento aos detalhes. Na próxima semana tenho mais detalhes do outro livro, porque eu preciso correr, o detetive já está resolvendo o caso Signo dos Quatro e eu quero saber o final!!